Produtora de Regina Duarte tem recurso sobre dívida de R$ 319 mil com a Lei Rouanet; em resposta, atriz diz que fará ‘o que a Justiça mandar’

Publicado em: 24/01/2020

                                        Foto: Lei Rouanet

 

A atriz Regina Duarte, que aceitou um período de testes na Secretaria Especial da Cultura do governo de Jair Bolsonaro, teve contas recusadas na a Lei Rouanet por um projeto de 2004, o que gerou dívidas de R$ 319,6 mil com o governo.

A artista tem uma empresa chamada A Vida É Sonho Produções Artísticas e captou três financiamentos com base na lei de incentivo a projetos culturais. O valor estimado é R$ 1,4 milhão.

Em março de 2018, a área técnica do extinto Ministério da Cultura reprovou a prestação de contas de um dos projetos, relativos à peça “Coração Bazar”. Regina, segundo o Diário Oficial da União, captou R$ 321 mil, mas teve contas reprovadas e terá que restituir R$ 319,6 mil ao Fundo Nacional da Cultura. Foi apresentado recurso.

As contas foram reprovadas por portaria em 2 de março de 2018.

A revista entrou em contato com Regina Duarte, e a atriz respondeu que fará “o que a Justiça mandar”.

A Veja também conversou com o filho da artista, André Duarte, que é sócio-administrador da empresa. Ele disse que a reprovação aconteceu pela falta de comprovantes de que a peça foi exibida sem cobrar ingressos, o que era uma exigência do contrato.

REGINA SUBSTITUI ROBERTO ALVIM NA SECRETARIA DA CULTURA

Com mais de 54 anos de carreira na TV e no teatro, a atriz estuda aceitar o convite de Bolsonaro para substituir Roberto Alvim na Secretaria Especial da Cultura. O dramaturgo foi exonerado do cargo após publicar um vídeo em que fazia referências explícitas a Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler.

Após dizer que não se sentia preparada para a função, Regina aceitou fazer um período de testes. Sua nomeação oficial pode ocorrer na semana que vem, quando o presidente Jair Bolsonaro retorna de uma viagem à Índia.

A Globo, com quem Regina tem contrato, avisou que ela terá de pedir suspensão da TV por assumir um cargo público, seguindo as regras da empresa.

 

Folha de São Paulo, com UOL e Veja

 




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