Bolsonaro passa bem após cirurgia para retirada de cálculo da bexiga em hospital de SP

Publicado em: 25/09/2020

                                                        Foto: Reprodução

 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi submetido a uma cirurgia para a retirada de pedra na bexiga, na manhã desta sexta-feira (25), no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo. A cirurgia durou cerca de 1 hora de 30 minutos e o cálculo foi totalmente removido. De acordo com o hospital, o cálculo foi totalmente removido e Bolsonaro está “clinicamente estável, afebril e sem dor”

A assessoria do hospital ainda não informou a previsão de alta. No entanto, os pacientes que são submetidos a esse tipo de procedimento costumam ficar internados por até 48 horas.

Segundo boletim médico divulgado pelo hospital após o término da cirurgia, Bolsonaro “foi submetido à intervenção cirúrgica de Cistolitotripsia endoscópica para a retirada de cálculo da bexiga. O procedimento foi realizado sem intercorrências, com duração de 01h30 e o cálculo foi totalmente removido. No momento, o paciente encontra-se estável clinicamente, afebril e sem dor.”

Ele passou “por um procedimento cirúrgico minimamente invasivo para a retirada de cálculo da bexiga denominado Cistolitotripsia endoscópica a laser sob anestesia.”

Considerada de baixo risco, a cirurgia precisou de anestesia geral e foi realizada pelo médico urologista Leonardo Borges. Um cardiologista acompanhou o procedimento. Bolsonaro chegou a São Paulo no início da noite desta quinta-feira (24).

Pedra ‘maior que um grão de feijão’

Em conversa com apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada no último dia 1º, Bolsonaro disse que tem o cálculo há mais de cinco anos.

Segundo o presidente, a pedra está na bexiga e é maior do que um grão de feijão. A estimativa é que tenha entre 2,5 e 3 cm. Médicos urologistas explicam que a pedra na bexiga costuma vir do rim, mas também pode se formar na própria bexiga e pode provocar dores para urinar e, em alguns casos, sangramento.

O urologista George Tormim Borges Júnior diz que é possível o paciente conviver com a pedra na bexiga por muito tempo, mas chega um momento em que ela aumenta de tamanho e passa a incomodar muito.

“Com o passar do tempo, ela dentro da bexiga, se infecta e vai aumentando o tamanho progressivamente. A gente vê casos que a pessoa passa vários anos com aquele cálculo incomodando pouco. Depois de algum tempo, passa a incomodar mais porque, na hora da micção, ele obstrui a urina sair”, explica.

Cirurgias

Desde que sofreu uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em setembro de 2018, Bolsonaro já foi submetido a cinco cirurgias – quatro delas relacionadas ao ferimento, além de uma vasectomia feita em janeiro deste ano.

A necessidade da operação desta sexta já havia sido mencionada pelo presidente anteriormente, em setembro.

Veja um resumo dos procedimentos aos quais Bolsonaro foi submetido desde a campanha:

6 de setembro de 2018: Bolsonaro leva a facada e faz primeira cirurgia em hospital de Juiz de Fora (MG)

12 de setembro de 2018: Em São Paulo, Bolsonaro passa por uma segunda cirurgia para desobstrução do intestino

28 de janeiro de 2019: Bolsonaro realiza cirurgia para retirada da bolsa de colostomia colocada após facada

8 de setembro de 2019: Para corrigir uma hérnia na cicatriz de uma operação anterior, Bolsonaro é submetido a uma nova cirurgia

30 de janeiro de 2020: Bolsonaro é internado em Brasília para exames e faz uma vasectomia, procedimento utilizado por homens que não desejam mais ter filhos; o Planalto não emitiu nota oficial confirmando a operação.

Boletim Médico

Veja a íntegra do boletim médico divulgado:

“São Paulo, 25 de setembro de 2020.

“O Excelentíssimo Presidente da República Jair Bolsonaro foi submetido à intervenção cirúrgica de Cistolitotripsia endoscópica para a retirada de cálculo da bexiga. O procedimento foi realizado sem intercorrências, com duração de 01h30 e o cálculo foi totalmente removido. No momento, o paciente encontra-se estável clinicamente, afebril e sem dor.”

Dr. Leandro Echenique, cardiologista

Dr. Leonardo Lima Borges, urologista

Dr. Miguel Cendoroglo, Diretor-Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein

Secretaria Especial de Comunicação Social

Ministério das Comunicações”

 

G1

 




Faça o seu comentário