Análise: Botafogo dá a melhor resposta possível à saída de Luís Castro ao amassar o Vasco

Publicado em: 03/07/2023

Carlos Alberto comemora gol do Botafogo contra o Vasco — Foto: André Durão / geCarlos Alberto comemora gol do Botafogo contra o Vasco — Foto: André Durão / ge

 

Só o Alvinegro jogou no clássico no Estádio Nilton Santos e time deu sequência à boa fase na liderança mesmo sem o português. Se existia alguma dúvida se o elenco do Botafogo teria algum tipo de "recaída" por causa da turbulenta saída de Luís Castro, que largou o clube no meio da temporada para assinar o Al-Nassr, a resposta foi dada em grande estilo na vitória por 2 a 0 sobre o Vasco, neste domingo, pelo Brasileirão: não.

O time, agora comandado pelo interino Cláudio Caçapa, não deu chance para o rival respirar. O placar poderia ter sido até mesmo dobrado pela produção alvinegra em campo. Luís Henrique e Carlos Alberto marcaram os gols, mas Tiquinho, Eduardo e Júnior Santos tiveram chances importantes de balançarem as redes também.

Mais do que o resultado e a vitória em um clássico, foi uma resposta do grupo: os jogadores estão bem. Quem quer que seja que venha ou vá, terá de encontro um elenco com gana de vencer. Pode não acontecer no futuro, é claro, mas os resultados até agora mostram um Botafogo que vai forte na briga pelo título brasileiro - são 11 vitórias em 13 jogos, com 100% de aproveitamento em casa.

Em campo, a equipe do interino Caçapa mostrou muitos dos movimentos vistos com Luís Castro. Por consequência do pouco tempo de tempo - o novo técnico só deu um treino - desde a chegada, era praticamente impossível uma nova abordagem já no jogo de estreia. Os atletas praticamente foram jogar de "memória" e colocaram a mesma maneira de jogar.

Pressão alta, passes visando o um contra um nas laterais e buscas por Tiquinho no pivô: essas foram as formas que o Botafogo tentou agredir o Vasco, que sofreu principalmente quando Luís Henrique recebia no mano a mano contra Puma Rodríguez no lado esquerdo. Foi assim, inclusive, que o primeiro gol nasceu: o camisa 11 parte, deixa o lateral para trás, tabela com Tiquinho e completa por baixo das pernas de Léo Jardim.

No primeiro tempo, o Botafogo tentou explorar os espaços que a defesa cruz-maltina dava. Em várias oportunidades algum jogador conseguia aparecer livre ao receber um lançamento nas costas de um dos laterais, mas a equipe mostrava até mesmo uma certa ansiedade na hora de definir a jogada e oportunidades promissoras foram desperdiçadas.

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A equipe voltou mais calma para a etapa complementar. Rodava com mais paciência a bola, ia e voltava para o meio-campo quando necessário até achar um espaço na defesa. Assim, foi ganhando ainda mais território em campo ofensivo.

O Vasco até ensaiou uma pressão na reta final de jogo, mas nenhuma chance real foi criada. A única jogada que o rival teve de marcar foi no vacilo de Adryelson, que permitiu Alex Teixeira entrar cara a cara com Lucas Perri, mas o goleiro fez importante defesa.

No fim da partida, o contra-ataque, já com a defesa do Vasco completamente desfigurada, veio. Kayque lançou para Carlos Alberto, que deixou Puma para trás e precisou de dois toques para sair do meio-campo e sair na cara de Léo Jardim. Ceifou. Decretou a vitória e tirou qualquer pergunta se o Botafogo ainda sente resquícios da saída de Luís Castro.

 

Do GE

 

 

 




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