Adriano da Nóbrega não foi executado nem torturado, diz governo da Bahia

Publicado em: 26/08/2020

                                                       Foto: Reprodução

 

O governo da Bahia divulgou nesta quarta-feira, 26, que o miliciano Adriano da Nóbrega não foi executado e nem torturado. De acordo com o Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) do estado, responsável pelo inquérito da operação, ele atirou sete vezes contra três policiais militares baianos, em 9 de fevereiro, em um sítio do município de Esplanada, a pouco mais cem quilômetros de Salvador. À época foragido, Adriano estava escondido no local. Ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais da PM do Rio de Janeiro (Bope), Adriano era o chefe do Escritório do Crime, grupo de extermínio ligado à milícia com atuação na Zona Oeste da capital.

“Através dos depoimentos de testemunhas e dos envolvidos, além dos exames do DPT (Departamento de Polícia Técnica), percebemos que os policiais atuaram na tentativa de efetuar a prisão e acabaram entrando em confronto, após disparos de Adriano”, afirmou o diretor do Draco, delegado Marcelo Sansão, por meio da Secretaria Estadual de Segurança Pública da Bahia. “Remontamos o cenário, com cada um de forma isolada, e a sequência relatada foi a mesma. O cenário analisado retrata um confronto”, destacou o perito do caso José Carlos Montenegro, também por nota oficial.

Dos sete tiros disparados pelo Capitão Adriano, segundo a Draco da Bahia, dois atingiram o escudo dos policiais e os outros a parede e uma janela do sítio. O diretor do Instituto Médico Legal (IML), Mário Câmara, ressaltou que a necropsia não constatou tortura. “Foram dois tiros que atingiram Adriano, em distâncias superiores a um metro”, concluiu Câmara. Em 13 de fevereiro, VEJA revelou com exclusividade fotos do corpo de Adriano da Nóbrega.

Capitão Adriano era amigo de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Queiroz está em prisão domiciliar suspeito de ser o operador do caso da rachadinha no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) quando o parlamentar era deputado estadual. A mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, e a ex-mulher dele, Daniele Mendonça da Costa, foram nomeadas no gabinete e apontadas pelo Ministério Público estadual como participantes do esquema.

 

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