Mundo
Venezuela lança anistia ampla para presos políticos e decreta fim de um dos símbolos da repressão
31/01/2026

Foto: Reuters/Leonardo Fernandez Viloria
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta sexta-feira (30) o envio de um projeto de “lei de anistia geral” à Assembleia Nacional, que pretende soltar centenas de presos políticos detidos desde 1999, abrangendo todo o período dos governos chavistas. A iniciativa, segundo Rodríguez, visa “curar feridas” do longo ciclo de confrontos políticos e restabelecer a convivência nacional — medida que deve ser analisada com urgência pelo parlamento ainda na próxima semana.
Rodríguez deixou claro que a proposta não beneficiará acusados ou condenados por homicídio, tráfico de drogas, corrupção ou graves violações de direitos humanos, segundo trechos do discurso oficial. A presidente também fez um apelo aos futuros libertados para que rejeitem “vingança, rancor e ódio”, posicionamento que busca moldar a narrativa como um gesto de pacificação, não de impunidade.
No mesmo anúncio, a líder venezuelana revelou que o infame centro de detenção El Helicoide, em Caracas — frequentemente apontado por organizações de direitos humanos como um dos principais locais de tortura e abuso contra presos políticos — será fechado e convertido em um complexo social, esportivo e cultural para as comunidades vizinhas e famílias policiais. A transformação desse local marca simbolicamente a tentativa de romper com décadas de repressão institucional.
Apesar do anúncio, organizações independentes e ativistas alertam que a implementação da anistia ainda enfrenta desafios práticos, pois os critérios definitivos e o texto final da lei não foram divulgados, e dezenas de milhares de pessoas ainda enfrentam restrições de liberdade no país. Grupos como o Foro Penal estimam que centenas de presos políticos permanecem detidos à espera de libertação, mesmo após algumas excarceracões recentes promovidas pelo governo.
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Netanyahu dá boas-vindas a filhos de Bolsonaro e ministro de Israel deseja sorte a Flávio na eleição
28/01/2026

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deu boas-vindas aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), durante discurso na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada no Parlamento israelense em Jerusalém.
Os irmãos publicaram na segunda-feira, 26, trechos da fala do premiê. “Temos aqui membros do Parlamento brasileiro, incluindo os dois irmãos, Eduardo e Flávio Bolsonaro. É muito bom ver vocês do Brasil”, afirmou Netanyahu. “Há outros parlamentares aqui e convidados ilustres. Quero dar boas-vindas a todos vocês.”
Na publicação, Flávio Bolsonaro agradeceu o convite e chamou o primeiro-ministro israelense de “pessoa do bem”. “Fico grato com o convite para participar de um evento tão importante como esse, ao lado de pessoas de bem, como o primeiro-ministro de Israel, Netanyahu”, escreveu.
Já Eduardo Bolsonaro divulgou outro trecho do evento, com discurso do ministro da Diáspora e do Combate ao Antissemitismo de Israel, Amichai Chikli. Na fala, o ministro menciona os dois irmãos e, em seguida, deseja boa sorte a Flávio na disputa presidencial. “Nós desejamos a você, Flávio, a melhor sorte na corrida presidencial”, afirmou Chikli.
Os filhos de Bolsonaro participam da 2ª Conferência Internacional sobre o Combate ao Antissemitismo, que ocorre nesta segunda-feira, 26, e nesta terça-feira, 27, em Jerusalém.
O objetivo da viagem é reforçar a pré-candidatura de Flávio à Presidência da República junto a lideranças da direita internacional e consolidar o senador como sucessor político do pai. Flávio também previa participar de um jantar de gala com Netanyahu.
Além de Israel, o senador deve passar por Bahrein e Emirados Árabes Unidos, com retorno ao Brasil previsto para fevereiro. A agenda foi organizada pelo irmão, Eduardo. O comunicador Paulo Figueiredo também participa da viagem. As informações são do Estadão Conteúdo.
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Trump afirma que arma secreta “desorientadora” foi usada para capturar Maduro
25/01/2026

Foto: Jim Lo Scalzo/EPA/Bloomberg/Getty Images via CNN Newsource
O presidente Donald Trump afirmou que os EUA usaram uma arma que ele chamou de “descombobulator” (algo como “desorientador”) para capturar o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, neste mês, mas um alto funcionário americano disse que ele provavelmente está confundindo diferentes ferramentas usadas pelas Forças Armadas dos EUA.
“O descombobulator, não tenho permissão para falar sobre isso”, disse Trump ao New York Post em uma entrevista publicada no sábado, acrescentando que o equipamento “fez com que [o equipamento inimigo] parasse de funcionar” durante a captura.
O presidente pode estar misturando várias capacidades em uma única arma que, na prática, não existe, afirmou à CNN um alto funcionário dos EUA.
As forças americanas usaram, sim, ferramentas cibernéticas para desativar sistemas de alerta antecipado e outras defesas venezuelanas durante a operação, além de empregar sistemas acústicos já existentes para desorientar o pessoal em terra.
Os militares dos EUA também possuem há anos uma arma de “raio de calor”, chamada Sistema de Negação Ativa (Active Denial System, ADS), que utiliza energia pulsada direcionada. Não está claro se esse sistema também foi usado.
A CNN já informou anteriormente que o ADS, segundo os militares dos EUA, é uma arma não letal que dispara um feixe invisível de ondas eletromagnéticas capaz de alcançar pouco mais de 800 metros.
Ele penetra a pele humana e cria uma sensação de aquecimento que faz as pessoas se afastarem do feixe.
Alguns dias após a captura de Maduro, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, republicou comentários supostamente feitos por um segurança venezuelano, que afirmou que os EUA “lançaram alguma coisa” durante a operação que “era como uma onda sonora muito intensa”.
“De repente, senti como se minha cabeça estivesse explodindo por dentro”, acrescentou o segurança. “Todos nós começamos a sangrar pelo nariz. Alguns estavam vomitando sangue. Caímos no chão, sem conseguir nos mover.
De acordo com a análise da CNN sobre a operação de 3 de janeiro, a missão dos EUA começou com uma série de ataques a alvos em todo o país, que derrubaram radares, comunicações e a infraestrutura de defesa aérea, abrindo caminho para helicópteros americanos.
Mais de 150 aeronaves — incluindo bombardeiros, caças e plataformas de inteligência e vigilância — foram lançadas a partir de 20 bases em terra e no mar, segundo o general da Força Aérea Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA.
Segundo um especialista, os EUA também provavelmente usaram drones de ataque de sentido único nos ataques à cidade costeira de Higuerote, que abriga sistemas de defesa aérea venezuelanos.
Vídeos do momento em que as forças americanas desembarcaram dentro do complexo militar de Fort Tiuna mostram rajadas contínuas de tiros, cujo som, segundo especialistas militares, é compatível com helicópteros MH-60 Black Hawk de penetração em ação direta, um tipo de helicóptero de ataque americano, disparando canhões automáticos de 30 milímetros.
A localização exata dentro de Fort Tiuna onde Maduro foi capturado, bem como os detalhes do que aconteceu quando as forças americanas desembarcaram no local, ainda não foram totalmente revelados.
R7
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Zelenski diz que conversas entre Ucrânia, Rússia e EUA foram ‘positivas’ e nova reunião é marcada
25/01/2026

Foto: reprodução
Rússia e Ucrânia confirmaram neste sábado uma nova rodada de negociações diretas, com participação dos Estados Unidos, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. As conversas ocorreram na sexta (23) e no sábado (24) e devem ser retomadas no próximo domingo (1).
O presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, afirmou que os encontros foram “construtivos” e avançaram na discussão de possíveis parâmetros para encerrar a guerra. Segundo ele, os participantes vão relatar os resultados a seus governos e coordenar os próximos passos.
Foi a primeira reunião direta entre representantes dos três países, dentro de um esforço liderado por Washington para buscar um acordo de paz. Os diálogos trataram de temas militares e econômicos e incluíram a possibilidade de um cessar-fogo antes de um acordo definitivo.
Um dos pontos debatidos foi a Usina Nuclear de Zaporizhzhia, ocupada pela Rússia. Ainda não há definição sobre o controle da unidade, embora haja consenso sobre o compartilhamento da energia gerada.
Zelenski disse que há entendimento sobre a necessidade de monitoramento dos Estados Unidos para garantir segurança no processo. Apesar das negociações, ataques russos continuaram, com mortos e feridos em Kiev e Kharkiv, o que gerou críticas do governo ucraniano.
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Xi Jinping promete a Lula o apoio da China em “tempos turbulentos”
23/01/2026

Foto: Ricardo Stuckert
O presidente da China, Xi Jinping, assegurou a Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira (23), que a China apoiaria o Brasil e o Sul Global, e pediu que as duas nações mantivessem o papel das Nações Unidas, informou a agência de notícias estatal Xinhua.
Os comentários de Xi, feitos em uma conversa telefônica com o presidente Lula, vieram após as críticas deste último ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela, em um artigo de opinião publicado no The New York Times nesta semana.
A China e o Brasil devem salvaguardar os interesses comuns do Sul Global e manter conjuntamente o papel das Nações Unidas na “atual conjuntura internacional turbulenta”, acrescentou Xi, segundo a agência.
As declarações surgiram semanas depois de o governo Trump ter detido o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, para ser processado nos EUA por acusações de tráfico de drogas, mergulhando Caracas em incerteza política.
Operação dos EUA alimenta preocupações na América Latina
A operação americana alimentou preocupações entre os países latino-americanos sobre o risco de intervenções semelhantes pela força em seus territórios e provocou críticas das Nações Unidas.
Os Estados Unidos agiram com impunidade e os princípios fundadores das Nações Unidas, incluindo a igualdade dos Estados-membros, estavam agora ameaçados, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, ao programa Today da BBC Radio 4.
Em seu artigo de 18 de janeiro, Lula escreveu que o futuro da Venezuela, e de qualquer outro país, deve permanecer nas mãos de seu povo.
“Em mais de 200 anos de história independente, esta é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos, embora as forças americanas já tenham intervido na região anteriormente”, afirmou.
“É crucial que os líderes das grandes potências entendam que um mundo de hostilidade permanente não é viável. Por mais fortes que essas potências sejam, elas não podem se basear simplesmente no medo e na coerção”, concluiu Lula.
CNN
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Conselho de Paz de Trump: quem disse ‘sim’ ou ‘não’ e quem ainda avalia adesão
22/01/2026

Imagem: AFP/Getty Images
O Conselho de Paz, lançado por Donald Trump durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, busca articular cooperação internacional para a resolução de conflitos, com foco inicial na Faixa de Gaza. Desde o anúncio, países confirmaram adesão, recusaram o convite ou seguem avaliando a proposta.
O Brasil foi convidado. Trump afirmou que o presidente Lula teria “um grande papel” no conselho, mas o governo brasileiro ainda não respondeu oficialmente.
Países que confirmaram adesão
No Oriente Médio, aceitaram o convite Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia e Catar. Na Ásia, Paquistão, Indonésia, Vietnã, Uzbequistão e Cazaquistão.
Entre membros da OTAN, Hungria e Turquia confirmaram participação. Na Europa, Kosovo, Belarus, Armênia e Azerbaijão aderiram. Na África, Marrocos e Egito manifestaram interesse.
Na América do Sul, Argentina e Paraguai confirmaram entrada. Israel também aceitou participar, e facções palestinas apoiaram a criação de um comitê de transição para administrar Gaza sob supervisão do conselho.
Países que recusaram
Noruega, Suécia, Itália e França rejeitaram a proposta. A China também recusou e afirmou que seguirá priorizando um sistema internacional centrado na ONU.
Países que ainda avaliam
Alemanha, Reino Unido, Canadá, Índia, Tailândia e Japão não se posicionaram. A Rússia demonstrou interesse, mas ainda não confirmou adesão. A Ucrânia informou que analisa o convite, embora o presidente Volodymyr Zelensky tenha manifestado ceticismo quanto a negociações com Moscou.
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Nevasca extrema cobre prédios e deixa mortos
19/01/2026

Foto: Reprodução
Uma sequência de tempestades severas provocou cenas extremas no leste da Rússia, onde o acúmulo de neve nos últimos dias chegou a cobrir prédios de vários andares e paralisou cidades inteiras. Em algumas áreas, o volume ultrapassou três metros e atingiu o nível do quarto andar de edifícios residenciais, soterrando ruas, bloqueando acessos e isolando bairros.
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O fenômeno deixou ao menos dois mortos após grandes massas de neve e gelo se desprenderem de telhados. As vítimas, de 60 e 63 anos, foram soterradas, e o Comitê Investigativo da Rússia abriu um inquérito criminal para apurar possíveis falhas de segurança, incluindo a falta de limpeza preventiva das estruturas. Diante da gravidade da situação, autoridades decretaram estado de emergência para acelerar a retirada da neve e ampliar a atuação das equipes de resgate.
Imagens divulgadas pelo Ministério de Situações de Emergência mostram equipes escavando túneis na neve para alcançar moradores presos dentro de casa, especialmente idosos. O impacto das tempestades levou ao fechamento de escolas, à suspensão do transporte público e à interdição de estradas, enquanto meteorologistas alertam para a continuidade das condições severas até quinta-feira (15), com previsão de neve intensa, baixa visibilidade e alto risco de acidentes.
O Tempo
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Mandato no conselho de paz de Gaza será de 3 anos ou vitalício para quem doar US$ 1 bilhão, diz agência; Lula foi convidado
18/01/2026

Integrantes do Conselho de Paz da Faixa de Gaza que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no sábado (17) exercerão um mandato de três anos ou poderão ter cargos vitalícios caso paguem US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões) em dinheiro vivo.
As informações estão no projeto de estatuto do conselho ao que a agência de notícias Reuters teve acesso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado por Trump para integrar o conselho, ao lado de líderes e ex-líderes mundiais e integrantes do governo dos EUA.
O Conselho de Paz de Gaza é parte da segunda fase do acordo de paz para o território palestino, que prevê um governo de transição e o fim da guerra entre Israel e o Hamas.
Ainda segundo o projeto visto pela Reuters, a minuta de carta enviada a cerca de 60 países pelo governo dos EUA exige que os membros contribuam com US$ 1 bilhão em dinheiro para que sua participação dure mais de três anos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu um convite do mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, para fazer parte do chamado “conselho da paz” para Gaza. Lula ainda não aceitou o convite.
Lula só deve avaliar se aceita ou não participar do conselho na próxima semana, segundo fontes com conhecimento sobre o assunto. Além disso, o governo brasileiro só deve se manifestar oficialmente sobre o convite do presidente norte-americano após Lula decidir se deve ou não aceitá-lo.
O que está em jogo para Lula?
Desde o início do conflito, em outubro de 2023, Lula tem reiterado críticas às operações militares de Israel na Faixa de Gaza. O presidente brasileiro defende um cessar-fogo imediato e a criação de um Estado palestino.
A posição, registrada em discursos, entrevistas e manifestações em fóruns internacionais, se choca com o convite feito por Trump, apoiador de Israel.
Esse histórico de declarações pode colocar Lula em uma situação diplomática delicada diante do convite de Trump. Caso aceite integrar o conselho de paz, o presidente brasileiro poderá ser cobrado por coerência com as críticas que fez ao papel de Israel em Gaza, uma vez que a iniciativa é conduzida pelos Estados Unidos, principal aliado do governo israelense.
Além disso, o conselho não está vinculado diretamente à Organização das Nações Unidas (ONU), fórum que o Brasil costuma defender como central para a mediação de conflitos.
Por outro lado, uma eventual recusa ao convite também pode gerar custos diplomáticos. Trump preside o colegiado e tem buscado apoio internacional para legitimar a iniciativa.
Lula pode desagradar o presidente norte-americano ao não aceitar o convite – de quem ensaia aproximação desde as negociações do tarifaço para produtos brasileiros exportados para os EUA.
Além disso, setores da comunidade internacional podem criticar o Brasil caso o país se recuse a integrar um fórum voltado à reconstrução de Gaza, especialmente diante do discurso histórico do governo brasileiro de defesa do multilateralismo, da paz e da mediação diplomática.
Trump anunciou a criação do conselho, um elemento-chave da segunda fase do plano respaldado por Washington para encerrar a guerra no território palestino. “Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”, ressaltou, ao fazer o anúncio nas redes sociais.
O Conselho de Paz de Gaza é parte da segunda fase do acordo de paz para o território palestino, que prevê um governo de transição e o fim da guerra entre Israel e o Hamas.
Ainda segundo o projeto visto pela Reuters, a minuta de carta enviada a cerca de 60 países pelo governo dos EUA exige que os membros contribuam com US$ 1 bilhão em dinheiro para que sua participação dure mais de três anos.
“Cada Estado-membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir da entrada em vigor desta Carta, sujeito a renovação pelo presidente”, afirma o documento, segundo a Reuters. “O mandato de três anos não se aplicará aos Estados-membros que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em fundos em dinheiro para o Conselho de Paz no primeiro ano”.
No sábado (17), uma reportagem da agência de notícias Bloomberg mencionava a taxa de US$ 1 bilhão. A Casa Branca negou e afirmou que não existe taxa mínima de adesão para integrar o “Conselho da Paz”.
“Isso simplesmente oferece filiação permanente a países parceiros que demonstrem profundo compromisso com a paz, a segurança e a prosperidade”, disse a Casa Branca em publicação na rede social X.
g1/Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
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Líder supremo do Irã admite morte de milhares de jovens durante manifestações; Ali Khamenei culpa Trump de incentivar manifestantes
18/01/2026

Foto; Getty Images
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, reconheceu neste sábado (17) que milhares de iranianos foram mortos durante mais de duas semanas de protestos no país — mortes que ele atribuiu ao presidente dos EUA, Donald Trump, que, segundo ele, “incentivou abertamente” os manifestantes ao prometer-lhes “apoio militar” dos EUA.
Em um discurso à nação, descrito em seu site, Khamenei chamou Trump de “criminoso”, responsável “tanto pelas vítimas quanto pelos danos” durante os protestos antigovernamentais que eclodiram no final de dezembro, inicialmente motivados pela indignação pública com a grave situação econômica.
Khamenei, de 86 anos, não mencionou as táticas brutais das forças de segurança iranianas para reprimir os protestos.
CNN
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Estados Unidos fazem operação militar na Síria e matam líder extremista
18/01/2026

Foto: Reprodução/Redes Sociais/U.S Army
Os Estados Unidos anunciaram neste sábado (17) a realização de uma operação militar na Síria que terminou com a morte de um líder extremista ligado à Al Qaeda.
Segundo autoridades americanas, o alvo tinha conexão direta com um integrante do Estado Islâmico responsável pela morte de três cidadãos dos EUA no início de dezembro.
Identificado como Bilal Hasan al-Jasim, o líder jihadista estaria diretamente ligado ao ataque que matou dois militares americanos e um intérprete civil em Palmyra, em dezembro de 2025.
De acordo com o Comando Central dos EUA (CENTCOM), a ação integra a “Operação Hawkeye Strike”, campanha de retaliação contra o Estado Islâmico. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que os Estados Unidos não recuarão no combate a ameaças terroristas.
Bacci Notícias
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Protestos no Irã já deixaram cerca de 5 mil mortos, afirmam autoridades do regime
18/01/2026

Foto: Rede Social/via REUTERS
Autoridades iranianas afirmaram neste domingo (18) que os protestos registrados no país já resultaram na morte de ao menos 5 mil pessoas, incluindo aproximadamente 500 integrantes das forças de segurança. Segundo um funcionário do governo ouvido pela agência Reuters, as mortes seriam responsabilidade de “terroristas e manifestantes armados”, que teriam provocado a morte de “cidadãos iranianos inocentes”.
De acordo com a mesma fonte, que pediu anonimato, os confrontos mais violentos ocorreram principalmente em regiões curdas do noroeste do Irã, área historicamente marcada por tensões com grupos separatistas. O governo iraniano também sustenta que o número de mortos não deve aumentar de forma significativa nos próximos dias.
O regime atribui os distúrbios à atuação de inimigos externos e afirma que Israel e grupos armados no exterior teriam financiado e equipado os manifestantes. A retórica segue a linha adotada por Teerã em episódios anteriores de instabilidade, intensificada após ataques militares israelenses contra alvos iranianos realizados em junho.
Organizações independentes, no entanto, contestam os números oficiais. A HRANA, agência ligada a ativistas de direitos humanos com sede nos Estados Unidos, contabiliza 3.308 mortes confirmadas e mais de 4.300 casos ainda em verificação, além de mais de 24 mil prisões. Já o grupo curdo Hengaw aponta que as áreas curdas concentraram parte significativa da violência registrada desde o início dos protestos, no fim de dezembro.
Com informações da CNN
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Trump convida Lula para integrar “Conselho da Paz” em Gaza; presidente ainda não aceitou convite
17/01/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar um conselho de paz voltado ao conflito na Faixa de Gaza. De acordo com apuração, o convite foi encaminhado à Embaixada do Brasil em Washington e ainda aguarda uma posição oficial do Palácio do Planalto. Lula ainda não aceitou o convite.
Procurado, o governo brasileiro não informou até o momento se Lula aceitará o convite nem quais seriam os termos da eventual participação do país na iniciativa. O plano é uma proposta dos EUA para pôr fim à guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza.
O conselho de paz em Gaza reúne lideranças internacionais com o objetivo de discutir caminhos diplomáticos para o fim do conflito entre Israel e o Hamas, que tem provocado uma grave crise humanitária na região.
Entre os nomes confirmados estão o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair. A proposta também prevê a atuação de um comitê nacional formado por palestinos, que funcionaria sob supervisão direta da Casa Branca.
Fotos: Yuri Gripas/ Reuters/e Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Número de mortos em protestos no Irã passa de 3 mil, diz organização
17/01/2026

Foto: WANA VIA REUTERS
Os protestos no Irã já causaram mais de 3 mil mortes, segundo a ONG HRANA. Do total de 3.090 vítimas, ao menos 2.885 eram manifestantes.
As manifestações começaram em 28 de dezembro, por causa da crise econômica, e evoluíram para pedidos pela queda do regime clerical. O movimento se tornou o mais letal desde a Revolução de 1979.
Após oito dias de bloqueio quase total da internet, a conectividade subiu para apenas 2% do normal, de acordo com a NetBlocks. A repressão e as prisões em massa, que chegam a 19 mil, reduziram os protestos nas ruas.
Em Teerã, drones vigiam a cidade, e o clima é de tensão. Moradores relatam medo e presença constante das forças de segurança.
No cenário internacional, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã cancelou centenas de execuções após pressão externa, embora o governo iraniano não tenha confirmado a informação.
Estrangeiros descrevem um país marcado por violência, confinamento e insegurança, enquanto governos tentam retirar seus cidadãos da região.
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Ataque em academia: mulher arremessa peso de 11 kg na cabeça de rival amorosa; veja desfecho do caso chocante
16/01/2026

Um episódio de violência extrema dentro de uma academia nos Estados Unidos terminou com uma mulher presa e uma vítima hospitalizada.
O caso ocorreu nos arredores de Houston, no Texas, e envolve ciúmes, agressão física grave e investigação criminal conduzida pelas autoridades locais.
Aralyn Martinez, de 24 anos, foi presa após arremessar um peso de 11 quilos (25 libras) contra a cabeça de uma mulher que ela identificou como rival amorosa.
O ataque ocorreu em uma unidade da rede 24 Hour Fitness, frequentada por clientes durante o horário regular de funcionamento.
De acordo com o Gabinete do Delegado do Condado de Harris, Martinez teria reconhecido a vítima como alguém que mantinha um relacionamento com seu parceiro, o que motivou a agressão.
Ameaça verbal antecedeu a agressão
Antes do ataque, segundo documentos da acusação obtidos pelo jornal britânico Daily Mail, houve uma ameaça explícita dentro do ambiente da academia. Testemunhas relataram que a agressora gritou:
“Vadia, vou jogar esse peso de 25 libras em você!”
Logo em seguida, o objeto foi arremessado contra Cindy Aguilar, atingindo a cabeça da vítima e provocando ferimentos.
Prisão ocorreu no dia seguinte ao ataque
Após o acionamento da polícia, as autoridades iniciaram diligências para apurar o caso. Aralyn Martinez foi localizada e presa no dia seguinte ao ataque, sendo encaminhada para custódia.
Segundo a polícia do condado, o caso foi enquadrado como agressão grave, uma vez que houve o uso de um objeto pesado com potencial letal dentro de um espaço público.
Pontos apurados pela investigação:
– Ataque ocorreu dentro de uma academia em funcionamento
– Peso utilizado tinha aproximadamente 11 kg
– Ameaça verbal foi registrada antes da agressão
– Motivação estaria ligada a ciúmes e conflito amoroso
– Prisão efetuada no dia seguinte ao crime
Ambiente de academia e riscos de violência
Casos de agressão em academias são considerados raros, mas chamam atenção pelo risco elevado, já que equipamentos de treino podem se transformar em armas improvisadas.Especialistas em segurança destacam que conflitos pessoais em espaços coletivos aumentam o risco de vítimas colaterais e lesões graves.
Consequências de traumatismo por pancada na cabeça e possíveis tratamentos
A agressão com objetos pesados na região da cabeça pode causar traumatismo craniano, condição que varia de leve a grave, dependendo da intensidade do impacto.
Principais riscos do traumatismo craniano
– Concussão cerebral
– Fraturas no crânio
– Hemorragias internas
– Inchaço cerebral
– Déficits neurológicos temporários ou permanentes
Mesmo quando não há fratura aparente, impactos fortes podem provocar alterações neurológicas que surgem horas ou até dias depois do ocorrido.
Sintomas mais comuns após pancadas na cabeça
– Dor de cabeça persistente
– Tontura e náusea
– Confusão mental
– Visão turva
– Sonolência excessiva
– Dificuldade de concentração
Tratamentos e acompanhamento médico
O tratamento depende da gravidade da lesão e pode incluir:
– Avaliação neurológica imediata
– Exames de imagem, como tomografia ou ressonância
– Repouso físico e cognitivo
– Uso de medicação para controle da dor e inflamação
– Acompanhamento neurológico contínuo
Em casos mais graves, pode ser necessária intervenção cirúrgica para controle de sangramentos ou redução da pressão intracraniana.
Caso segue sob análise judicial
As autoridades do Texas seguem analisando o caso, que deve avançar para a Justiça nos próximos dias. A acusada poderá responder criminalmente pelo ataque, enquanto a vítima segue em recuperação, sob acompanhamento médico.
O episódio reacende o debate sobre controle emocional, segurança em espaços públicos e os limites entre conflitos pessoais e violência extrema.
BNews Natal
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Trump diz ter sido informado que matança no Irã parou
15/01/2026

Foto: Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (14) ter sido informado de que a “matança” no Irã foi interrompida e que não há planos para novas execuções. A declaração ocorre em meio à pior onda de protestos já enfrentada pelo regime iraniano.
Autoridades iranianas dizem que mais de 2.000 pessoas morreram na repressão às manifestações. Enquanto isso, ONGs dizem que o número de mortos passa de 3.400.
Trump disse durante um evento na Casa Branca ter recebido a informação de uma “fonte segura”. “O massacre no Irã está parando. Parou. E não há plano para execuções”, afirmou, sem dar detalhes.
Mais cedo, os EUA anunciaram a retirada de parte do pessoal de bases no Oriente Médio, em uma medida descrita como preventiva diante do aumento das tensões. A decisão veio após o Irã avisar países da região que atacaria bases americanas caso os norte-americanos lancem uma ofensiva.
Trump vem ameaçando intervir no Irã em apoio aos manifestantes. Em entrevista à CBS News, na terça-feira (13), ele prometeu uma “ação muito forte” caso o governo iraniano execute manifestantes e pediu que os protestos continuem.
O governo iraniano acusa os Estados Unidos e Israel de estimular a instabilidade no país. Autoridades dizem que enfrentam grupos armados classificados como “terroristas”. Uma fonte ouvida pela Reuters afirmou que, apesar da escala da violência, o governo iraniano não dá sinais de colapso iminente.
Do g1/Globo
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Número de mortos em protestos no Irã dispara para 3.400: Jovem denuncia massacre; “Estão matando todo mundo”
15/01/2026

O número de mortos nos protestos antigovernamentais no Irã subiu para 3.428 pessoas, informou a ONG Iran Human Rights (IHR, na sigla em inglês) nesta quarta-feira, 14. Do número total de vítimas, 3.379 eram manifestantes.
O levantamento leva em consideração fontes do Ministério da Saúde e Educação Médica da República Islâmica, além de relatórios e depoimentos colhidos pela organização.
“Segundo o relato de uma testemunha ocular em Rasht, um grupo de jovens manifestantes encurralados na área do bazar, em meio a incêndios e cercados por forças de segurança, levantaram as mãos em sinal de rendição, mas mesmo assim foram mortos a tiros”, disse a ONG em comunicado. “A IHRNGO também recebeu inúmeros relatos de pessoas feridas que foram ‘eliminadas’, com testemunhas relatando que isso ocorreu tanto nas ruas quanto em instalações médicas.”
Os atos contra o aumento do custo de vida e a crise inflacionária tiveram início em 28 de dezembro e se espalharam por todo o país, com mais de 18 mil presos. O balanço também indicou que “até o bloqueio da internet, os protestos haviam atingido todas as 31 províncias e cerca de 190 cidades”. A ONG disse que, em particular, “Karaj, na província de Alborz, foi palco de uma das repressões mais sangrentas”. Por lá, de acordo com o relatório, “forças estatais em Karaj utilizaram metralhadoras DShK contra os manifestantes”.
Informações, Notícias Bacci e Veja/ Foto: AFP
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QUAEST: Para 66%, Brasil deve se manter neutro sobre a questão da Venezuela
15/01/2026

Foto: Reprodução
A maioria dos brasileiros defende que o Brasil adote uma posição de neutralidade diante da crise na Venezuela e da operação conduzida pelos EUA no país. É o que aponta a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (15).
Segundo o levantamento, 66% dos entrevistados afirmam que o Brasil deve se manter neutro em relação às ações dos EUA contra o ditador venezuelano Nicolás Maduro.
Outros 18% defendem que o país apoie as ações do presidente Donald Trump, enquanto 10% avaliam que o Brasil deve se opor à operação americana. 6% não souberam ou não quiseram responder.
Na mesma rodada da pesquisa, 46% dos brasileiros disseram aprovar a operação dos EUA na Venezuela, enquanto 39% desaprovam.
A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais realizadas entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
CNN
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Governo Trump congela concessão de vistos para cidadãos do Brasil e de mais 74 países, diz TV
14/01/2026

Foto: Reprodução
O governo dos Estados Unidos congelou a emissão de vistos para 75 países, incluindo o Brasil, segundo reportagem da rede de TV norte-americana Fox News publicada nesta quarta-feira (14).
Segundo a TV, o congelamento foi determinado pelo Departamento de Estado dos EUA, que ainda não havia se pronunciado oficialmente até a última atualização desta reportagem.
Ao g1, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil informou que ainda não havia sido oficialmente notificada da nova restrição pelo governo dos EUA. O g1 também procurou o Itamaraty, mas ainda não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem.
A medida deve entrar em vigor a partir de 21 de janeiro e não tem data para terminar, de acordo com a reportagem da Fox News. Não há informações se os vistos para turistas serão afetados pelo congelamento.
Com base em um memorando do Departamento de Estado ao que a Fox News disse ter tido acesso, a medida é uma pausa temporária para que o governo dos EUA avalie os critérios que utiliza atualmente para conceder vistos de entrada no país a estrangeiros.
O memorando afirma ainda que Washington pode começar a barrar pessoas mais velhas e com sobrepeso, segundo a TV — em novembro, a agência de notícia Associated Press afirmou que o governo de Donald Trump considerava uma nova diretriz para restringir a entrada de pessoas obesas.
Além do Brasil, outros 74 países também entraram no congelamento de vistos, diz a Fox News, e a lista inclui Irã, Rússia, Afeganistão, Iraque, Somália e Tailândia.
Do G1
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Trump ameaça ‘medidas duras’ se Irã executar manifestantes; jovem de 26 anos será enforcado na quarta-feira (14)
14/01/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (13) que o país adotará “medidas muito duras” caso o Irã comece a enforcar manifestantes. A declaração foi dada em entrevista à CBS News, ao comentar relatos de que o regime iraniano planeja executar um jovem que participou de atos contra o governo.
A organização humanitária curdo-iraniana Hengaw afirmou mais cedo que Erfan Soltani, de 26 anos, será enforcado na quarta-feira (14), após ter sido detido durante um protesto contra o regime do aiatolá Ali Khamenei.
Segundo a entidade, autoridades informaram à família que a sentença de morte é definitiva. A família diz que Soltani foi preso em casa na última quinta-feira (8) e não teve direito a advogado.
Na entrevista, Trump disse não ter conhecimento da decisão de executar manifestantes, mas fez um alerta ao ser informado sobre os relatos.
“Vamos tomar medidas muito duras, se fizerem esse tipo de coisa”, afirmou.
Questionado sobre quais medidas poderiam ser adotadas, Trump disse apenas que o objetivo seria “vencer”.
Ao explicar o que quis dizer com isso, citou exemplos como a atuação dos Estados Unidos na Venezuela e operações realizadas em 2019 e 2020 que resultaram nas mortes de Abu Bakr al-Baghdadi, então líder do Estado Islâmico, e de Qasem Soleimani, general iraniano.
Trump também mencionou o ataque dos EUA ao Irã em junho de 2024 como exemplo do que seria “vencer”.
“A ameaça nuclear iraniana foi eliminada em cerca de 15 minutos, assim que os B-2 chegaram lá. Aquilo foi uma obliteração completa”, disse.
Ainda nesta terça-feira, Trump pediu que manifestantes continuassem protestando no Irã e afirmou que “a ajuda está a caminho”, sem detalhar o significado da declaração.
Questionado sobre isso, disse que os Estados Unidos podem atuar de diferentes formas, incluindo por meio de medidas econômicas.
Do g1/Fotos: 1 REUTERS/Evelyn Hockstein/ 2 Reprodução
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Manifestante preso no Irã vai ser executado nesta quarta-feira (14); Jovem não teve direito a advogado e família só foi autorizada a visitá-lo por 10 minutos
14/01/2026

A organização iraniana de direitos humanos Hengaw informou que Erfan Soltani, de 26 anos, preso durante os protestos em Karaj, será executado nesta quarta-feira (14). Segundo o grupo, as autoridades confirmaram aos familiares que a sentença de morte é definitiva, levantando preocupações sobre o uso da pena capital como forma de repressão às manifestações antigoverno.
Erfan Soltani não teve acesso a advogado, disse sua família nesta terça-feira (13). Segundo seus parentes, eles só foram autorizados a visitá-lo por 10 minutos. Soltani deve ser executado já na quarta-feira, segundo a organização humanitária curdo-iraniana Hengaw.
Soltani foi preso na última quinta (13) em sua casa por sua conexão com protestos contra o regime dos aiatolás na cidade de Karaj.
As autoridades informaram à família que a sentença de morte era definitiva, relatou a Hengaw. Segundo a Fox News, Erfan Soltani será enforcado – método mais comum nas execuções no Irã.
“O tratamento apressado e pouco transparente deste caso aumentou as preocupações sobre o uso da pena de morte como instrumento para reprimir protestos públicos”, disse a organização.
O chefe do Judiciário iraniano, subordinado aos aiatolás e ao líder supremo, Ali Khamenei, já havia dito que que tribunais especializados foram designados para lidar com os protestos.
A ONG Iran Human Rights (IHRNGO) diz estar “extremamente preocupada com a situação no país e alerta para “o risco de execuções em massa de manifestantes”.
As manifestações, que começaram em dezembro, tinham como foco a má situação econômica do país, mas a repressão violenta a elas levou os manifestantes a pedir o fim do regime dos aiatolás, que goveram o Irã desde a Revolução de 1979.
As autoridades reagiram com bloqueios de internet e repressão, resultando em centenas de mortos segundo organizações de direitos humanos. A situação agrava ainda mais o cenário político e social do país, marcado por tensões internas e ameaças externas.
A repressão aos protestos que ocorrem no Irã já deixaram cerca de 2.000 pessoas mortas, afirmou nesta terça um membro do governo iraniano à agência de notícias Reuters.
A fonte ouvida pela Reuters culpou os manifestantes, que chamou de “terroristas”, por mortes de cidadãos e agentes de segurança durante os protestos.
Do g1
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