Pedreiro tenta matar o assassino do filho e termina preso em flagrante em Mossoró

04/01/2015

Por Interino

A Polícia Militar conseguiu evitar o que seria o primeiro homicídio de 2015 em Mossoró. Em 2014 foram registrados 193. A ocorrência, que seria uma vingança, aconteceu na noite deste sábado, 3, no bairro Nova Vida, zona leste de Mossoró.

O pedreiro Agripino Camilo da Silva, de 47 anos, armou-se de revólver calibre 38 carregado e com munições reservas, luvas e outros apetrechos que ele considerou necessário para matar Antônio Cândido Pereira, de 30 anos, no Nego Tonho.

Agripino estava de posse de R$ 2 mil em dinheiro. Segundo ele, era para fugir após matar Nego Tonho. O motivo do crime é uma história que começou no dia 14 de fevereiro de 2014 no bairro Dom Jaime Câmara, também zona leste de Mossoró.

Nesta data, Tiago Camilo da Silva, de 27 anos, filho mais velho de Agripino Camilo, foi executado a tiros e teve seu corpo jogado dentro de uma vala. O corpo só foi reconhecido no Instituto Técnico-científico de Policia seis dias depois pela família.

Nas investigações, conforme consta no processo (0108783-42.2014.8.20.0106), Nego Tonho e Josivan Lucas da Silva, mataram Tiago Camilo. Josivan fugiu para Natal e Nego Tonho ficou em Mossoró, morando inclusive no mesmo bairro onde matou Tiago Camilo.

Na noite deste sábado, Agripino foi matar Nego Tonho, que já é condenado a 6 anos de prisão e 15 dias multa por ter feito um arrastão numa residência no bairro Dom Jaime Câmara no dia 8 de julho de 2009, mas errou um tiro e os outros dois bateram catolé (falharam).

Os soldados Gomes e Anchieta estavam patrulhando o bairro, quando se depararam com Nego Tonho fugindo dos tiros. Agripino vinha logo atrás numa motoneta e terminou preso. Com ele, foram apreendidos revólver municiado, balas reservadas, luvas e R$ 2 mil em dinheiro.

Ao delegado Roberto Moura, Agripino explicou que não suportava mais ver o assassino do filho, no caso o Nego Tonho, passar em frente a sua casa. Daí juntou dinheiro, comprou arma, balas e ficou com 2 mil em espécie para fugir após cometer o crime.

Agripino foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio. Deve aguardar julgamento na Cadeia Pública de Mossoró. Nego Tonho foi ouvido e, depois de averiguado que não tem mandato de prisão contra ele, foi liberado.

Com informações do DeFato.com