Anderson Silva testou positivo para anabolizante também no dia da luta
17/02/2015

Acabou o mistério em relação ao exame antidoping feito por Anderson Silva no dia da luta contra Nick Diaz, em 31 de janeiro. Os rumores foram confirmados: ele testou positivo para anabolizante, também drostanolona. Ele já tinha sido flagrado com a mesma substância em um exame surpresa feito em 9 de janeiro. Neste teste, foi encontrado um segundo anabólico, a androsterona.
Além do anabolizante, o brasileiro também foi flagrados no teste de urina do dia da luta com remédios ansiolíticos, famosas medicações para dormir, Oxazepam e Temazepam. Essas substâncias não são proibidas pela Agência Mundial Antidoping (WADA), porém, não são permitidas pela Comissão Atlética de Nevada, o que complicar ainda mais a situação do ex-campeão dos médios.
“Uma coisa que particularmente me preocupa é ele ter testado positivo em 9 de janeiro e negativo em 19 de janeiro. Se ele tomou algo oralmente, ele fica no seu organismo de 5 a 7 dias apenas. Então, obviamente, ele usou algo próximo de 9 de janeiro e de novo muito perto da noite da luta. Ele testou positivo em dois de três exames, isso é certamente preocupante e inaceitável. Isso dá vantagem injusta sobre os rivais. Graças à Deus ele não machucou ninguém seriamente”, disse Bob Bennet, presidente da Comissão Atlética de Nevada.
Esses resultados estavam sendo travados pela Comissão Atlética de Nevada desde a última semana, quando deveria ter sido divulgado. Agora, saiu minutos antes da audiência que vai analisar o primeiro flagrante do brasileiro. Os amigos do Combate.com e do MMAJunkie já tinha adiantado que ele tinha caído novamente no antidoping.
Nas próximas horas o destino de Anderson Silva deve ser definido pela Comissão Atlética. Sua vitória sobre Nick Diaz deve ser transformada em no-contest (sem resultado), além de pegar um gancho de no mínimo um ano e pagar uma multa.
