Suspeito de matar Polícial Civil em Natal é um adolescente; Sinpol emite nota de pesar

28/04/2014



Um adolescente com cerca de 17 anos teria sido o autor dos disparos que matou o policial civil Ilfran André Tavares de Araújo, de 51 anos, na noite desse domingo(27), durante um assalto a uma padaria na zona leste de Natal.

Segundo uma fonte do Blog, a confirmação da autoria do crime, inclusive, já teria sido confirmada por amigos e familiares do suposto menor, após a divulgação do vídeo.

O APC Ilfran André Tavares de Araújo era lotado na Delegacia Especializada em Acidades de Veículos (DEAV).

Nota pesar SINPOL-RN

É com muita tristeza que toda Diretoria do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública se pronuncia sobre a morte do agente Ilfran André Tavares de Araújo, de 51 anos. O policial civil, assim como centenas de cidadãos do Rio Grande do Norte, perdeu para a violência que só cresce em todo o Estado, principalmente, pela falta de investimento na Segurança Pública.

O Rio Grande do Norte vive um momento de sucateamento de duas importantes instituições, que são a Polícia Civil e o ITEP. Isso gera efeito direto sobre a impunidade e a violência. Sem efetivo, estrutura de trabalho e materiais básicos, os crimes não são investigados e, consequentemente, o número de homicídios está crescendo.

Infelizmente, o cidadão potiguar, seja policial ou não, está entregue a própria sorte.  Qualquer um que saí de casa está sujeito a se deparar com marginais assassinos. O policial Ilfran André, na tentativa de defender sua irmã desses criminosos, acabou sendo baleado na cabeça e não resistiu.

Além dessa realidade de impunidade e aumento da violência, o SINPOL-RN denuncia que os homicídios registrados no período da noite não estão sendo investigados de imediato. Isso porque a maioria dos crimes acontece nesse horário e são apenas duas equipes de plantão para toda a Natal e região metropolitana. Além disso, o ITEP está funcionando sem médico legista no plantão noturno, durante vários dias no mês, o que prejudica perícias e liberação de cadáveres, bem como exames em pessoas vivas, como em casos de estupros.

Ou seja, vivemos um momento de guerra e nós, que fazemos a segurança pública, estamos desarmados. O resultado é que toda a sociedade está perdendo essa guerra.

A Diretoria do SINPOL-RN lamenta profundamente a morte do policial Ilfran, que era um agente engajado nas lutas da categoria. Estamos à disposição e nos solidarizamos com toda a família do nosso companheiro.