Criança morre após receber adrenalina na veia: Técnica de enfermagem se defende após aplicar superdose: “fiz o que estava prescrito”
29/11/2025

Raissa Marinho, a técnica de enfermagem de 22 anos envolvida na aplicação da superdose de adrenalina que levou à morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, no Hospital Santa Júlia, em Manaus, prestou depoimento nesta sexta-feira (28) e tentou se defender, atribuindo o erro fatal à prescrição médica.
Em meio a uma coletiva de imprensa, a profissional, que atua há apenas sete meses na área, admitiu ter tido dúvidas sobre o procedimento, mas alegou ter agido conforme a ordem escrita da médica Juliana Brasil Santos. Raissa confirmou ter sido a responsável por administrar a medicação.
Questionada sobre a via de aplicação — que deveria ser por nebulização, mas foi prescrita como intravenosa (direto na veia) —, ela admitiu a inexperiência e a estranheza do procedimento.
“Eu falei que também não tinha sido, nunca tinha, nunca tinha administrado aquela medicação, por aquela via,” declarou a técnica
Apesar da dúvida, Raissa afirmou que só aplicou a dose após concordar com a mãe da criança, baseada na ordem expressa. “Informei a mãe, né, no momento que eu fui fazer a medicação.
Ela também questionou a via de administração. Mas estava prescrito o médico, né? Então, nós duas entramos em concordância e de ser administrada a medicação,” disse Raissa.
Segundo o pai, Bruno Freitas, o menino foi levado ao hospital com tosse seca e suspeita de laringite. Ele contou que a médica prescreveu lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina intravenosa, 3 ml a cada 30 minutos.
A família disse que chegou a questionar a técnica de enfermagem ao ver a prescrição. De acordo com Bruno, logo após a primeira aplicação, Benício apresentou piora súbita.
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Prescrição “Pura” e Dosagem Fatal
O delegado Marcelo Martins confirmou que Benício morreu por uma overdose de adrenalina, com uma dose prescrita 30 vezes superior à recomendada.
A técnica de enfermagem reforçou que a ordem médica era de uma dosagem extremamente elevada e sem diluição.
“Lá na prescrição médica estava orientado para administrar a medicação três vezes, de 30 em 30 minutos, e estava informado para fazer puro, né? Ou seja, não era diluída a medicação.”
Raissa garantiu ter aplicado somente a primeira dose. Segundo ela, a própria Dra. Juliana reconheceu posteriormente o erro na evolução médica.
Do g1/ Portal CM7
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