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Obras de pavimentação indicadas pela CODEVASF e fiscalizadas pela CGU não foram contratadas pelos municípios

01/12/2025

Foto: Divulgação/Polícia Federal

 

Auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre as obras da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) realizadas em diferentes estados brasileiros revelaram inúmeras irregularidades, incluindo superfaturamento, obras de baixa qualidade e atrasos, em contratos firmados pela própria Codevasf, e não pelos municípios. Os municípios apenas foram contemplados com os benefícios.

Os relatórios indicam que as obras, frequentemente financiadas por emendas parlamentares, foram centralizadas na Codevasf, o que resultou em problemas de fiscalização e transparência.

A Codevasf atuou como executora direta de muitas obras, o que, segundo a CGU, reduziu a capacidade de fiscalização e transparência. A fiscalização inadequada permitiu falhas na execução.

Foto: Reprodução/CGU

 

Auditorias apontaram sobrepreço e superfaturamento em contratos de pavimentação asfáltica em pelo menos 10 estados incluindo Rio Grande do Norte, Ceará e Minas Gerais.

Em diversos casos, a qualidade do material utilizado na pavimentação estava abaixo do especificado nos contratos, com asfalto fino e defeituoso que colocava em risco os usuários das estradas.

A Codevasf – e não os municípios – contratou empresas que não tinham funcionários registrados, sugerindo que poderiam ser apenas representações comerciais.

Portanto, a questão não é que os municípios deixaram de contratar as obras, mas sim, que as obras geridas e contratadas diretamente pela Codevasf apresentaram graves problemas de gestão e execução, conforme apontado pelos órgãos de controle. Aos municípios cabe apenas a manutenção do benefício entregue pela Codevasf.

Em 2022  os estados de Alagoas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Distrito Federal, Maranhão, Piauí, Ceará, Tocantins, Mato Grosso; Pará, Amapá, Paraíba , e Rio Grande do Norte tiveram municípios beneficiados com  obras orçadas em  R$ 3,3 bilhões.

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JF TECNOLOGIA