Grupo de Marina prepara saída da Rede e articula migração entre PT e PSB
22/01/2026

Foto: Diogo Zacarias/MF
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e aliados próximos avançam nas conversas para deixar a Rede Sustentabilidade, partido que ela fundou, mas onde hoje seu grupo se tornou minoritário. Segundo interlocutores, a tendência é que os chamados “marinistas” se dividam entre o PT e o PSB, redesenhando o campo político ligado à ministra para as eleições de 2026.
Entre as possibilidades em discussão, ganha força a hipótese de Marina disputar o Senado por São Paulo. Pessoas próximas relatam que ela demonstra pouca disposição para tentar a reeleição como deputada federal e avalia cenários mais estratégicos. Uma das alternativas ventiladas nos bastidores seria integrar uma chapa ao Senado, inclusive como suplente, dependendo do arranjo político nacional e do papel do ministro Fernando Haddad no próximo pleito.
Paralelamente às tratativas diretas de Marina, quadros ligados a ela em São Paulo já negociam mudança de legenda. A vereadora Marina Bragante e a deputada estadual Marina Helou mantêm conversas avançadas com o PSB e podem formalizar a saída da Rede até março. Outros nomes associados à ministra, como o deputado federal Ricardo Galvão e o deputado Túlio Gadêlha, também são citados como possíveis integrantes da debandada.
No PT, setores defendem o retorno de Marina como parte de uma estratégia para montar uma chapa de esquerda com perfil mais moderado ao Senado paulista, em contraponto ao campo bolsonarista. Nesse desenho, uma eventual composição com Simone Tebet é avaliada, enquanto Lula acompanha de perto as articulações que podem redefinir alianças e fortalecer o campo governista no maior colégio eleitoral do país.
Com informações do Metrópoles
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