PT realiza reunião estratégica nesta segunda-feira para definir candidaturas para governadores nos estados; no RN o cenário preocupa
02/02/2026

Foto: Ricardo Stuckert
O PT fará nesta segunda-feira, 2, uma reunião decisiva sobre a formação de seus palanques estaduais para as próximas eleições. A reunião marca o início de uma fase decisiva para o Partido dos Trabalhadores (PT), que busca consolidar as bases estaduais para garantir a reeleição do presidente Lula.
Os integrantes do grupo de trabalho eleitoral (GTE), comandado pelo presidente nacional do partido Edinho Silva e coordenado pelo deputado federal José Guimarães, debaterão o cenário político em cada um dos 26 estados e no Distrito Federal.
Como a prioridade do Partido dos Trabalhadores é, naturalmente, garantir a reeleição de Lula a mais quatro anos no Palácio do Planalto, Edinho e Guimarães esperam sair do encontro com um mapa eleitoral que embasará uma conversa posterior com o presidente da República, a quem caberá, como sempre, bater o martelo sobre dilemas entre candidaturas próprias e apoio a nomes de outras legendas.
Há também uma forte orientação para priorizar a eleição de uma bancada robusta no Senado, visando garantir a governabilidade em um eventual segundo mandato.
É nesse cenário que no RN o Partido dos Trabalhadores vai ter que se esforçar para salvar a governadora Fátima Bezerra (PT), que poderá entrar na campanha sem ter a máquina administrativa em seu favor.
A chefe do Executivo potiguar pretende renunciar ao cargo em abril para disputar o Senado, porém o vice-governador Walter Alves (MDB) avisou que vai disputar mandato de deputado estadual, posição que o impede de assumir o Executivo, abrindo brecha para um mandato tampão em eleição que deverá ser realizada pela Assembleia Legislativa, com a possibilidade de eleger um governante que não tenha afinidade com o projeto político da governadora Fátima Bezerra. Esse cenário coloque em risco a chegada de Fátima no senado, como também a votação de Lula no RN.
No “triângulo eleitoral” do Sudeste, formado por São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais do país, “Lula precisa de palanques potentes”, diz Guimarães. Com isso em mente, tudo indica que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, será destacado para, mais uma vez, enfrentar Tarcísio de Freitas e tentar segurar o patamar de votos que Lula obteve dos paulistas em 2022, crucial para sua vitória contra Jair Bolsonaro. Com informações da Veja.com
Essa publicação é um oferecimento

