Lula diz que “guerra” contra PCC e CV é do Brasil, não dos EUA
15/04/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira (14/4), que o combate às facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) é um problema do governo brasileiro, não dos Estados Unidos.
“Nós temos clareza do que significa o PCC e o Comando Vermelho. Isso está tipificado na legislação brasileira, e nós vamos enfrentar essa gente”, declarou Lula. “Nós aprovamos agora a Lei Antifacção, que vai permitir ter uma atuação muito mais poderosa para tentar destruir essas organizações. Essa é uma guerra que é nossa, essa guerra não é dos Estados Unidos”, disse.
A declaração reforça a posição do Itamraty de oposição à intenção dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas PCC e CV como organizações terroristas, o que é interpretado pelo governo brasileiro como pretexto para que o a gestão do presidente Donald Trump realize intervenções militares no Brasil.
A favor da pressão de Trump, a oposição tem usado a manifestação do governo brasileiro para acusar o presidente de “proteger organizações criminosas”, conforme declarou o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nos Estados Unidos, durante participação na edição de 2026 da CPAC, conferência que reúne líderes conservadores.
“O presidente do meu país faz lobby na América para proteger organizações terroristas que oprimem meu povo e exportam armas, lavam dinheiro e exportam drogas para os Estados Unidos e o mundo”, disse o senador, no evento.
O presidente da República não descartou, no entanto, uma colaboração com os Estados Unidos em busca do combate ao narcotráfico e ao contrabando de armas.
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