Juiz com diagnóstico de autismo se torna desembargador
03/05/2026

O professor de direito e jurista Alexandre Morais da Rosa foi promovido e se tornou desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
Diagnosticado na vida adulta com TEA – Transtorno do Espectro Autista nível 1, o juiz é conhecido por participar de sessões como o cordão de identificação — acessório que designa pessoas com deficiências não visíveis.
Doutor em Direito, Rosa era juiz de 2º grau e atua em Florianópolis. Ele foi promovido pelo critério de antiguidade.
A promoção de Alexandre Morais da Rosa a desembargador marca a magistratura e a visibilidade da neurodiversidade. Diagnosticado com autismo nível 1 na vida adulta, o magistrado construiu uma carreira brilhante como juiz e professor renomado.
Sua trajetória prova que o TEA não limita funções complexas; o foco intenso oferece perspectivas valiosas ao Direito. A posse reforça a necessidade de instituições inclusivas, onde a competência supera estigmas. Este momento histórico amplia o debate sobre como perfis cognitivos diversos enriquecem o Judiciário, unindo mérito e representatividade para inspirar profissionais neurodivergentes.
O magistrado recebeu o laudo de TEA de nível 1 tardiamente, após a companheira, na pandemia, notar traços, com uma médica. O diagnóstico veio em junho de 2021, após 14 consultas e uma série de testes com psiquiatras e psicólogos.
Alexandre Rosa já era juiz quando recebeu a notícia. Com o laudo, ele contou que entendeu melhor o próprio funcionamento, limitações e possibilidades. Nomear as peculiaridades da adolescência também tornou a vida mais fácil.
Alexandre Morais da Rosa foi promovido e se tornou desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) em novembro de 2025.
G1/ Realmente Curioso/ Foto: Cristiano Estrela/NCI TJSC)
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