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Religiosa e sem histórico de desconfiança: quem é a diarista presa após morte de casal de idosos

04/07/2026

Fotos: Divulgação

 

Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi presa na madrugada desta quinta-feira (2), em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, após confessar à Polícia Civil o assassinato do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Atala Inácio, de 76.

O casal foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, no domingo (29). Imagens de câmeras de segurança mostraram a suspeita entrando e saindo do prédio no dia em que os crimes teriam ocorrido.

Aos policiais, ela afirmou ter cometido o crime após sofrer um “surto psicótico”. A investigação também apura a possível participação de outras pessoas no caso.

‘Religiosa’ e ‘sem histórico de desconfiança’ – O primo de Maria Clotilde, uma das vítimas, foi quem indicou Paola para trabalhar na casa do casal. Em entrevista, ele contou que a diarista prestava serviços na residência dele desde outubro de 2025.

Segundo o parente,  ela nunca apresentou comportamento que despertasse suspeitas.

“Estou muito abatido e me questionando se não deveria tê-la recomendado. Pra mim nunca tive nada a reclamar. Se dizia muito cristã, muito religiosa e enviava mensagens bíblicas a toda hora.”

Ele afirmou ainda que desconhecia qualquer envolvimento dela com agiotas ou dívidas relacionadas a jogos de azar.

Segundo familiares, Paola morava havia mais de um ano com parentes na Região Metropolitana da capital. Ela é mãe de um menino de 6 anos.

A tia dele afirmou que a sobrinha sempre foi vista pela família como uma pessoa dedicada ao trabalho e ao filho.

” Ver a pessoa que você criou, carregou, trocou fralda… Você vê que é uma pessoa boa, trabalhadora, que corria atrás. A gente não sabe em que momento ela se perdeu”.

As investigações apontam que Paola acumulava dívidas relacionadas a apostas e que familiares chegaram a pagar aproximadamente R$ 40 mil a um agiota para ajudá-la. Conforme a polícia, a motivação do crime seria financeira.

“Não é normal uma pessoa conversar com você tranquilamente em um dia e, no outro, fazer uma barbaridade dessas por causa de dinheiro”, disse a tia.

Em nota, a defesa da mulher afirmou que “os argumentos serão apresentados no momento oportuno, com base nas provas produzidas durante o processo”. A Polícia Civil segue investigando o caso.

 
 
 
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Vídeo: reprodução Instagram

 

Do g1/@otempo

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