Sindicato descarta adesão do RN à greve nacional dos caminhoneiros; transporte de cargas segue normalmente
14/07/2026

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Apesar da convocação de uma paralisação nacional por parte de representantes dos caminhoneiros, o transporte de cargas no Rio Grande do Norte não deve sofrer impactos. O Sindicato dos Caminhoneiros do RN informou que a categoria no estado não participará do movimento e garantiu que as atividades serão mantidas normalmente.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente da entidade, Edson Negrão, afirmou que a mobilização não conta com o apoio dos caminhoneiros potiguares e ressaltou que o grupo responsável pela convocação não representa a categoria no estado.
De acordo com o sindicato, a decisão de não aderir à paralisação também leva em consideração o resultado das negociações salariais concluídas recentemente. A convenção coletiva assegurou uma série de benefícios aos trabalhadores, entre eles reajuste salarial, plano de saúde, plano assistencial, auxílio-medicamento, pagamento por acúmulo de função para motoristas e adicional de penosidade para ajudantes.
Segundo Edson Negrão, as conquistas obtidas na negociação reduziram a necessidade de uma mobilização neste momento.
Com isso, o sindicato reforça que não haverá bloqueios de rodovias nem interrupção no transporte de cargas em território potiguar, orientando os profissionais a manterem suas atividades normalmente.
Entenda a convocação
A paralisação foi convocada pela Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), presidida por Wallace Landim, conhecido como Chorão. A entidade propôs a suspensão das viagens a partir desta segunda-feira (13) para pressionar o Congresso Nacional a votar a Medida Provisória nº 1.343.
Editada pelo governo federal em março, a MP altera regras do transporte rodoviário de cargas, incluindo mudanças na fiscalização e na metodologia de cálculo do piso mínimo do frete. O texto também prevê a incorporação de custos operacionais, como combustível, manutenção e seguros, na composição do valor do frete. Caso não seja apreciada pelo Congresso, a medida perde a validade na próxima quinta-feira (16).
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