Política

Barrado no baile: apesar de estar bem na fita ala do PT trabalha substituição de Rafael Motta na disputa ao Senado

14/07/2026

Foto: Rprodução

 

A manifestação da corrente Articulação de Esquerda (AE) defende que a segunda vaga ao Senado na chapa governista do Rio Grande do Norte para as eleições de 2026 seja ocupada por um representante do PSOL, descartando publicamente o apoio a Rafael Motta (PDT).

A nota oficial assinada pela tendência — que no estado é liderada pela deputada federal Natália Bonavides e pelo vereador Daniel Valença — gerou forte repercussão por abrir uma divergência interna em um ponto que parecia consolidado na chapa majoritária liderada pelo pré-candidato ao governo Cadu Xavier (PT).

Rafael Motta havia sido anunciado em abril como o segundo nome ao Senado da chapa governista, dividindo o palanque de “voto casado” com a vereadora mossoroense Samanda Alves (PT).

A investida da ala petista contrasta diretamente com o capital político recente do ex-deputado, que chegou a subir no palanque presidencial em Major Sales a convite do próprio presidente Lula.

Tradicionalmente voltada a pautas de movimentos sociais e ao fortalecimento da identidade socialista, a Articulação de Esquerda rejeita composições com partidos de centro. O grupo defende que tanto a segunda vaga de senador quanto o posto de vice-governador tenham um perfil puramente de esquerda e popular.

A ofensiva causa estranheza nos bastidores por ocorrer em um cenário onde Motta pontua bem nas intenções de voto, muitas vezes aparecendo numericamente à frente da própria candidata oficial do PT, Samanda Alves.

Embora o PT estadual já tenha iniciado rodadas formais de diálogo com o PSOL para discutir alianças de forma global, a pressão pública da AE sinaliza que a montagem definitiva da chapa majoritária para 2026 enfrentará forte cabo de guerra interno até a realização das convenções partidárias.

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