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Brasil adia reciprocidade ao tarifaço dos EUA para “momento adequado”

17/07/2026

O governo do presidente Lula (PT) reforçou o discurso contra o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos, mas decidiu deixar uma eventual aplicação da Lei da Reciprocidade para um “momento adequado”.

Enquanto isso, representantes da indústria defenderam que o Brasil mantenha as negociações para evitar uma escalada da disputa comercial, diante do risco de prejuízos às exportações e de demissões em setores afetados.

Embora a medida esteja no radar do Palácio do Planalto, interlocutores da equipe de Lula avaliam que sua aplicação não deve ser imediata. A posição difere da reação inicial do governo, que anunciou o acionamento da Lei da Reciprocidade logo após a confirmação das tarifas de 25% sobre produtos brasileiros pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).

A cautela ocorre uma vez que aliados de Lula ponderam que uma resposta imediata poderia levar Donald Trump a ampliar as sanções contra o Brasil. Esses mesmos aliados citam um trecho da decisão do USTR segundo o qual uma eventual elevação de tarifas sobre produtos americanos pelo Brasil pode indicar que as medidas adotadas pelos EUA “não são suficientes” para eliminar as práticas brasileiras consideradas problemáticas, abrindo espaço para novas sanções.

Mesmo diante desse cenário, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu o uso da Lei da Reciprocidade como resposta ao tarifaço.

 

CNN Brasil / Foto: Evaristo Sa / AFP e Kevin Dietsch/Getty/Veja

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