Milei e Trump compartilham antipatia por Lula e ficariam satisfeitos com eleição de Flávio Bolsonaro
09/08/2026

Foto:
AFP via Getty Images
Primeiro, o governo brasileiro negou a entrada no país de uma delegação oficial dos Estados Unidos por suspeitas de que ela pretendia lançar dúvidas sobre a confiabilidade do sistema eleitoral.
Depois, o presidente da Argentina, Javier Milei, chamou Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de “ladrão e corrupto”. Em resposta, o presidente brasileiro retirou o embaixador do Brasil de Buenos Aires.
E, nesta semana, os Estados Unidos cancelaram o visto da embaixadora do Brasil em Washington, sob a alegação de que o governo Lula estaria demorando a aceitar o novo representante diplomático americano no país.
Talvez essa sequência de acontecimentos incomuns envolvendo três dos maiores países do continente em menos de duas semanas seja apenas uma coincidência.
Mas o fato é que as tensões entre Brasil, Estados Unidos e Argentina atingiram níveis extraordinários após uma série de atritos diplomáticos, críticas políticas e demonstrações de desconfiança.
Segundo analistas, por trás desse cenário pode estar o interesse de dois presidentes de direita — o americano Donald Trump e o argentino Javier Milei — em ver o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro, derrotar o presidente Lula, de esquerda, nas eleições de outubro, permitindo que outro governo alinhado a eles assuma o poder no maior país da América do Sul.
“Não há evidência de que se trate de um ataque coordenado [contra Lula] por parte de Trump e Milei, mas isso não me surpreenderia”, afirma Cynthia Arnson, professora adjunta de relações internacionais da Universidade Johns Hopkins, em Washington.
“Milei e Trump compartilham uma antipatia em relação a Lula e ficariam satisfeitos se Flávio Bolsonaro fosse eleito”, disse Arnson à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.
Essa publicação é um oferecimento

