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Serviço Social na oncologia infantojuvenil: apoio que garante direitos e fortalece o tratamento

27/08/2026

Pode ser uma imagem de criança e hospital

O serviço social na oncologia infantojuvenil

Keillha Israely - Assistente social Casa Durval Paiva - CRESS/RN 3592

O diagnóstico de câncer é, invariavelmente, um divisor de águas na vida de qualquer indivíduo. Entretanto, o impacto da doença vai para além da dimensão biológica, manifestando-se como uma complexa "questão social", que atinge a estabilidade financeira, os vínculos familiares, a rotina estabelecida e a inserção laboral do paciente ou de algum familiar, como é o caso de mães, pais, avós, que precisam cuidar de seus dependentes. 

Nesse cenário, a atuação do Serviço Social na oncologia não deve ser vista como um apêndice administrativo, mas como um pilar fundamental da atenção integral à saúde de pacientes e familiares. O assistente social é o profissional capaz de decifrar as barreiras invisíveis, que impedem o sucesso do tratamento, atuando na mediação e socialização de direitos sociais. 

O tratamento oncológico, com seus muitos desafios, frequentemente, empurra famílias para o abismo da vulnerabilidade. Os custos indiretos do tratamento — transporte, alimentação especial e a perda de renda pelo afastamento do trabalho — podem ser tão devastadores quanto os efeitos colaterais da quimioterapia. Nesse contexto, o Serviço Social intervém justamente nessas fissuras, identificando precocemente as fragilidades socioeconômicas, ao garantir que o paciente conheça e acesse seus direitos, benefícios e subsídios, assim, o profissional assegura a dignidade necessária para a continuidade do tratamento.

Um dos papéis mais pragmáticos e essenciais do assistente social é a orientação sobre a rede de proteção legal brasileira e sobre os benefícios socioassistenciais. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) e a Política Nacional de Assistência Social (PNAS), oferecem uma série de amparos que, por desconhecimento ou burocracia, muitas vezes, não chegam ao destinatário final. 

Para além da burocracia, o assistente social exerce uma função vital na equipe multidisciplinar: a de humanizador das relações institucionais. Este profissional acolhe as angústias do paciente e de seus cuidadores, promovendo um espaço de escuta qualificada. Ele atua como uma ponte entre a equipe médica, o paciente e a família, traduzindo necessidades sociais em planos de cuidado clínico. Em contextos de cuidados paliativos, essa presença torna-se ainda mais sensível, auxiliando na elaboração do luto e na garantia de que a terminalidade seja vivida com o máximo de respeito e autonomia.

Em suma, a luta contra o câncer é uma batalha que se trava em muitas frentes. Negligenciar a dimensão social do adoecimento é comprometer a eficácia de qualquer protocolo clínico. O fortalecimento do Serviço Social nas unidades oncológicas é, portanto, um investimento direto na qualidade de vida e na justiça social. 

É imperativo que gestores e a sociedade civil reconheçam que a cura, em seu sentido mais amplo, exige não apenas fármacos e radiação, mas também a efetivação dos direitos sociais e o acolhimento da dignidade humana.

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CLÍNICA LINHARES - DR. ASSIS ATALIBA - CLÍNICO GERAL