Com marido foragido pelo 8 de janeiro, mãe de seis filhos tem bens bloqueados por Moraes e STF forma maioria para manter restrição
01/09/2026

Vanessa Rolim Vieira tenta liberar bens no STF para garantir renda familiar; Cristiano Zanin, Flávio Dino e Dias Toffoli seguem a decisão de Moraes e mantém restrições
Além de cuidar dos seis filhos sozinha, a rondoniense Vanessa Rolim Vieira tem lutado na Justiça pelo desbloqueio dos bens da família desde que seu marido, o caminhoneiro e empresário Ezequiel Ferreira Luis, foi preso pelos atos do 8 de janeiro de 2023. Condenado à pena de 14 anos, Ezequial está foragido em outro país.
Um dos pedidos judiciais em que ela solicita metade dos recursos, como direito de cônjuge, começou a ser julgado pelo Plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) na última sexta-feira (28) e segue até a próxima sexta-feira (4). No entanto, os magistrados Cristiano Zanin, Flávio Dino e Dias Toffoli seguiram a decisão de Alexandre de Moraes e negaram o pedido.
Em nota enviada à reportagem da Gazeta do Povo sobre o julgamento, a defesa, composta pelos advogados João Lucas Silva e Guilherme Gomes do Prado, afirmou que Vanessa “Não é ré”.
Moradora de Ji-Paraná (RO) e funcionária pública do Estado, Vanessa afirma que a família enfrenta restrições financeiras desde o início de 2023, quando Ezequiel Ferreira Luis, seu marido, foi preso pelos atos do 8 de janeiro. Desde então, Vanessa relata que todas as contas bancárias e bens do casal foram bloqueados.
“Até minha conta-salário segue bloqueada, e isso é absurdo”, disse a esposa de Ezequiel à Gazeta do Povo. Ela está afastada do trabalho por licença médica.
Ao citar o acúmulo de dívidas e a necessidade de sustentar, sozinha, os seis filhos do casal, Vanessa afirmou que ela e o marido haviam financiado caminhões visando conquistar um patrimônio para a família, mas que o licenciamento dos veículos também foi impedido.
“Enfrentamos o caos financeiro, agravado com o impedimento do licenciamento dos caminhões que havíamos financiado. […] Os caminhões que adquirimos para conquistar um patrimônio para nossa família estão mofando e apodrecendo”.
De acordo com os advogados da família, Vanessa tem suportado os efeitos econômicos das medidas adotadas em uma ação penal que envolve apenas seu marido e, por não ter sido denunciada ou condenada, não poderia sofrer estas consequências.
Segundo a funcionária pública, o pedido analisado pelo STF diz respeito apenas às restrições de licenciamento dos veículos dela e do marido, pois esta proibição impede que os caminhões atuem regularmente na atividade de transporte, enfatizando que precisa dos veículos gerando renda para pagar os financiamentos.
Fonte: nd+ / Foto: Arquivo pessoal/Vanessa Rolim de Moura/Reprodução/ND Mais
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