VÍDEO: Vereador desmente ter sido preso em concurso da Polícia Penal do RN
14/09/2026

Foto: reprodução rede social
O vereador Ramon Aranha (União Brasil), do município de Goiana, em Pernambuco, negou ter sido preso por suspeita de fraude durante a realização do concurso público da Polícia Penal do Rio Grande do Norte. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que foi conduzido por policiais para uma revista após o celular dele despertar durante a aplicação da prova, em Natal, realizada neste domingo (13).
Segundo o parlamentar, antes do início do exame, os aparelhos eletrônicos foram colocados em uma embalagem plástica, que foi lacrada conforme as orientações para os candidatos. O material, de acordo com o vereador, permaneceu ao lado da cadeira onde ele realizava a prova, mas o despertador do celular foi acionado.
Ramon relatou que, após o aparelho tocar, foi solicitado que ele deixasse a sala para passar por uma revista pessoal. Posteriormente, uma equipe policial foi chamada para realizar uma verificação mais detalhada e apurar se ele portava algum equipamento eletrônico que pudesse ser utilizado para fraudar o concurso.
“Fui conduzido (para a revista). Foi esse vídeo que vocês estão vendo, que divulgaram informando que eu tinha sido preso em flagrante. Eu, na verdade, estava sendo conduzido para uma revista pessoal e, graças a Deus, não foi encontrado nada de ponto eletrônico ou alguma coisa do tipo que eu pudesse fraudar esse concurso”, explicou Aranha.
Ramon Aranha ainda informou que já retornou para casa, em Pernambuco, e agradeceu às pessoas que entraram em contato após a divulgação das imagens. O parlamentar reforçou que, segundo sua versão, não portava qualquer equipamento destinado a fraudar o concurso.
Dez pessoas foram presas em Natal e Mossoró
Doze pessoas foram presas em flagrante por suspeita de envolvimento em fraude durante a aplicação das provas do concurso público da Polícia Penal do Rio Grande do Norte, neste domingo (13), em Natal e Mossoró. Dez prisões ocorreram no município da região Oeste e duas na capital potiguar.
A operação foi realizada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com apoio da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), por meio da Polícia Penal, e da Secretaria de Estado da Administração (Sead).
Em Mossoró, os agentes identificaram indícios do uso de equipamentos eletrônicos, incluindo pontos eletrônicos, que teriam sido utilizados para o recebimento de informações durante a realização das provas. As seis pessoas foram presas em flagrante.
Em Natal, uma pessoa também foi presa. Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam para a possível atuação de terceiros que estariam fora dos locais de aplicação, resolvendo as questões e transmitindo as respostas aos candidatos por meio de equipamentos eletrônicos.
As condutas investigadas podem se enquadrar no artigo 311-A do Código Penal, que considera crime a utilização ou divulgação indevida de conteúdo sigiloso de concurso público com o objetivo de beneficiar a si ou a terceiros ou de comprometer a credibilidade do certame. A pena prevista é de reclusão de um a quatro anos, além de multa.
Vereador desmente ter sido preso em concurso da Polícia Penal do RN - Tribuna do Norte (Reprodução Yuotube)
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