CRISE NO STF: Gilmar critica vazamentos e uso eleitoral de investigações durante homenagem a Fachin
30/09/2026

Foto: Luiz Silveira/STF
Durante a homenagem ao primeiro ano de Edson Fachin na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes criticou nesta quarta-feira (30) o que classificou como vazamentos seletivos e uso político-eleitoral de investigações.
Decano da Corte, Gilmar comparou o atual momento com sua atuação ao lado de Fachin durante a Operação Lava Jato. Segundo ele, apesar da sensibilidade dos documentos, não havia vazamentos nos gabinetes dos ministros.
“Naquela quadra não houve notícias de vazamentos seletivos em nossos gabinetes. Apesar da sensibilidade dos documentos que estavam sob nossa responsabilidade. Tampouco qualquer ato que pudesse indicar uso político eleitoral das investigações”, afirmou Gilmar.
Fachin assumiu a relatoria da Lava Jato no STF após a morte do ministro Teori Zavascki. Gilmar destacou que os dois divergiam em questões jurídicas, mas mantinham o entendimento de que a Justiça não deveria ser utilizada para interesses políticos.
“A partir de compreensões distintas sobre o processo penal. Essa divergência, porém, jamais alcançou aquilo que nos unia – a convicção de que o juiz não é parte nem instrumento de causa alguma”, disse.
Ao comentar a gestão de Fachin, Gilmar afirmou que o presidente do STF mantém uma postura sóbria mesmo diante de um ambiente de “temperatura elevada”. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também elogiou Fachin e destacou sua capacidade de diálogo e de saber “como e quando agir”.
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