Política

CONTRA AS BETS: Lula pede pressão popular e Janones questiona audiência de Fux no STF

03/11/2026

Foto: Luis Gustavo Nova/Metrópoles

 

O presidente Lula (PT) pediu, nesta terça-feira (3), em video divulgado nas redes sociais e no canal “Exército do Lula” que a sociedade civil se mobilize contra a volta das bets no Brasil. O apelo ocorre no dia em que o STF realiza uma audiência pública para discutir a medida provisória que proibiu a exploração de apostas esportivas no país.

“É importante que a sociedade civil acompanhe, porque me parece que tem mais gente participando que interessa que as bets continuem funcionando do que as pessoas que são contra as bets. É importante que a sociedade civil participe para que haja justiça na decisão”, afirmou Lula em vídeo publicado nas redes sociais.

O deputado federal André Janones (Avante-MG) também criticou a organização da audiência pelo ministro Luiz Fux. Segundo o parlamentar, a lista inicial de convidados privilegiou clubes de futebol, empresas de apostas e entidades ligadas ao setor, deixando de fora representantes da sociedade civil e do próprio governo.

“Algo muito estranho está acontecendo”, escreveu Janones no X. O deputado afirmou que os ministérios da Saúde e da Justiça só foram incluídos após pressão e questionou a ausência de representantes da população na lista inicial.

Janones também anunciou que a primeira-dama Janja, representantes do Instituto Clarice e a produtora Paula Lavigne acompanhariam a audiência. “NINGUÉM NUNCA MAIS VOTA NADA ESCONDIDO DO POVO!”, declarou.

A Advocacia-Geral da União (AGU) havia solicitado a ampliação da participação na audiência, argumentando que a composição inicial favorecia entidades esportivas e representantes das empresas de apostas. Fux autorizou a participação dos ministérios da Saúde e da Justiça, além da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

A medida provisória nº 1.394/2026, assinada por Lula em setembro, já está em vigor, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. A audiência no STF discutirá os impactos econômicos da proibição e seus efeitos sobre contratos e atividades do setor.

 

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