Pesquisa revela que 83% dos homens em Natal acham comum o sexo com menores

08/06/2014

O problema da exploração sexual de crianças e adolescentes no Rio Grande do Norte sempre foi muito grande, principalmente em Natal, que é uma das capitais brasileiras que recebe maior número de turistas estrangeiros. Com a chegada da Copa do Mundo, essa preocupação aumentou e planos para inibir esse tipo de ação já estão sendo postos em prática.

“Tem um plano específico envolvendo várias secretarias e órgão sociais. Fizemos diversas reuniões tratando desse tema. Conversamos com Defensores Sociais, Procuradores da Justiça, juizado da Infância e Adolescência. Antes de qualquer outras coisa, é um problema social que o turista tem que ser avisado”, destaco o secretario de segurança do Rio Grande do Norte, o ex-general do Exército, Eliéser Girão Monteiro.

“Temos várias ações que já utilizamos em megaeventos como o Carnaval e que servirão para a Copa do Mundo. Plantões, acolhimento para crianças perdidas ou que sofreram alguma violência, além do reforço da rede de proteção, delegacias e do Disque 100”, explica o coordenador geral de proteção à infância do Ministério do Turismo, Adelino Neto.

Durante o mundial, são esperados 172 mil turistas estrangeiros em Natal. Segundo Eliéser Girão, todos aqueles que forem identificados com crianças ou adolescentes serão abordados. “Os policiais estarão muito atentos a esse tipo de crime e já foram bem orientados nesse sentido. Estrangeiros com menores de idade serão abordados e os policiais irão saber o que está acontecendo naquela situação”, frisou o secretário, que adiantou que as delegacias do turista e da criança e adolescente funcionarão em sistema especial.

“Aumentamos o atendimento na delegacia do turista. Além disso, apesar do pouco efetivo, a delegacia da criança e adolescente funcionará 24 horas por dia durante o Mundial. Iremos pagar diárias e vamos fazer um atendimento especial para essa situação. É muito triste para uma sociedade ter que admitir que existe o turismo sexual de criança e adolescente. Mas temos que combater essa prática”.