FOTOS: Fim da calvície? Medicamento para artrite regenerou completamente os cabelos de um homem careca

26/06/2014

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Pesquisadores da Universidade de Yale conseguiram aproveitar, com sucesso, um medicamento para artrite na regeneração de cabelos de um homem, totalmente careca, de 25 anos de idade.

O homem, que não foi identificado, foi encaminhado para o setor de dermatologia da universidade, esperando curar uma irritação na pele chamada psoríase.

Ao avaliar o caso, os cientistas cogitaram a hipótese de que talvez fosse possível curar tanto a vermelhidão na pele como a calvície que ele tinha, com o mesmo remédio.

Para isso, eles conseguiram manipular o citrato de tofacitinib, um fármaco comum em medicamentos para artrite reumatóide, a partir de um estudo sobre essa doença autoimune chamada alopecia universalis, popularmente conhecida como calvície.

A alopecia é uma condição que afeta homens, mulheres e crianças. Nesse caso, o problema maior é encontrado no sistema imunológico do paciente, que ataca os folículos pilosos por acidente, fazendo com que a pessoa quase não tenha pelos em seu corpo.a

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Apesar de não afetar a condição física, a alopecia pode causar danos graves no emocional da pessoa, prejudicando sua autoestima e confiança. Existem vários níveis de gravidade, mas ela é denominada “universalis” quando há perda total de cabelos e pelos no corpo.

Após a manipulação do medicamento, o homem ingeriu 10 mg do composto por dia durante 2 meses, e depois aumentou para 15 mg, continuando o tratamento por mais 6 meses. No final, o homem já tinha cabelos na cabeça e pelos no corpo inteiro, algo que ele não conseguia ter desde os 7 anos de idade.

“Os resultados são exatamente o que esperávamos”, disse Brett A. King, autor sênior do estudo, publicado no Journal of Investigative Dermatology. “Este é um enorme passo para o tratamento de pacientes com esta condição”. De acordo com King, os cientistas acreditam que a droga funciona “desligando” o ataque do sistema imunológico em folículos pilosos.

Atualmente, não há nenhuma cura ou tratamento a longo prazo para pessoas com alopecia. Assim, este foi o primeiro caso documentado sobre a possibilidade de tratá-la que obteve sucesso, porém ainda é preciso mais estudos para verificar as exceções ao medicamento e se existe possibilidade de usá-lo em pessoas que ficaram carecas sem doenças autoimunes.

Jornal Ciência