CRISE: Situação financeira do Estado nunca foi tão grave
19/08/2014
Está na Tribuna do Norte,
O Governo do Estado cancelou a reunião que realizaria com o secretariado, para definir quais áreas sofrerão os cortes anunciados no orçamento – no valor previsto de R$ 293.199.509,00, apenas nas contas do Executivo. O encontro era previsto para a tarde de ontem, mas foi modificado para que a governadora – que esteve em Recife no domingo para o velório de Eduardo Campos – conclua a análise das projeções e planilhas apresentadas pela Secretaria de Planejamento e Finanças do Estado (Seplan) que apontam uma frustração de receita de R$ 2,35 bilhões até o final do ano.
A assessoria de imprensa chegou a informar que divulgaria nota com a nova data, mas até o fechamento desta edição não havia definição. Nas secretarias de Planejamento e de Administração, funcionários comentavam que a realização do protesto dos trabalhadores rodoviários teria motivado o cancelamento.
A expectativa era que a governadora e auxiliares indicassem quais áreas do Governo serão mais atingidas pelo contingenciamento, o que será priorizado e se a folha de pagamento de pessoal será mantida. O cancelamento, feito de última hora, pegou de surpresa alguns dos representantes do primeiro escalão que compareceram no horário marcado à sede do Executivo.
Por telefone, o secretário Obery Rodrigues informou que falará com a imprensa somente após a nova reunião. O consultor geral do Estado, José Marcelo, preferiu não dar entrevista sobre as finanças do governo. E os secretários de Administração e Recursos Humanos, Alber Nóbrega, e o controlador-geral, Anselmo Carvalho, não atenderam ou retornaram às ligações.
Não há informação, por ora, de enxugamento da folha de pessoal – principal grupo de despesas do Estado, segundo o secretário de Planejamento. Os gastos com custeio, como já havia afirmado Obery Rodrigues, em entrevistas anteriores, já vem sofrendo redução nos últimos meses. A parcela da receita destinada para investimentos representa apenas 2% da arrecadação.
No primeiro semestre, a diferença entre o que era previsto no orçamento de 2014 e o que foi recolhido aos cofres públicos soma R$ 1,1 bilhão. A frustração de receitas já vem sendo alegada pelo Planejamento para justificar o atraso no pagamento de salários e dificuldade em cumprir decisões judiciais e implantar acordos firmados com categorias em greve. Um deles, a implantação do reajuste do subsídio para policiais e bombeiros, tem prazo para o próximo mês.
DO BLOG: Segundo uma fonte do blog ontem na secretaria de planejamento do estado, a situação é tão grave que a Governadora vai ter que operar “milagres” para poder cumprir pelo menos com a folha de pessoal nos meses de novembro e dezembro e os 80% do 13º salário que falta, o clima é tenso e a pressão é enorme na cúpula do governo. “BG já não tem mais o que cortar no custeio e os atrasos a fornecedores já voltaram em todas as áreas, a situação realmente é muito grave e torço que a nossa governadora encontre um saída porque se não vai ser um Deus nos acuda nesse final de mandato, não tenha dúvidas que ela vai ter que fazer a escolha de sofia”
