Primeira pesquisa ISTOÉ/Sensus feita após a morte de Eduardo Campos mostra que a disputa eleitoral permanece aberta; veja

07/09/2014

A primeira pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada depois da morte de Eduardo Campos mostra que, apesar de a candidatura de Marina Silva (PSB) ter atraído os votos daqueles que desejam mudanças no comando do País, a eleição presidencial ainda não está definida. Com menos de um mês de campanha, a ex-senadora do Acre soma 29,5% das intenções de voto no primeiro turno. Está empatada tecnicamente com a presidenta Dilma Rousseff (PT) e, em um hipotético segundo turno, Marina venceria Dilma, com 47,6% contra 32,8% dos votos válidos.

A mesma pesquisa, realizada entre os dias 1o e 4 de setembro com dois mil eleitores, porém, constatou que 44,4% dos brasileiros aptos a votar admitem a possibilidade de mudar o voto até a eleição. “O número de pessoas que ainda se declaram indecisas, somado ao número de eleitores que admitem mudar de voto, corresponde a mais da metade do colégio eleitoral”, avalia Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. “Isso revela que a corrida eleitoral deste ano ainda poderá produzir algumas reviravoltas.”

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Segundo o diretor do Sensus, a comoção provocada pelo acidente que vitimou Eduardo Campos e a sensação de novidade com uma entrada inesperada na campanha favoreceram a ex-senadora, que já disputou a eleição nacional em 2010 e é bastante conhecida pelos eleitores. Esse “efeito Marina”, num primeiro momento, acabou tirando votos tanto da presidenta Dilma como do senador Aécio Neves (PSDB).

De acordo com a pesquisa, o tucano perdeu 6,2%, caindo para 15,2%, e a presidenta perdeu 3,9%, caindo para 29,8% (leia quadro). Para ambos, no entanto, a pesquisa revela algumas boas notícias. Aécio é dos três principais postulantes ao cargo de presidente o menos conhecido dos eleitores. Segundo a pesquisa realizada em 136 municípios de 24 Estados, quase 20% do eleitorado não conhece o senador mineiro. Já a presidenta Dilma é conhecida por 90,8% dos eleitores e Marina Silva por 89%. “O fato de Aécio ser o menos conhecido dos três significa que ele tem um maior potencial de crescimento entre os indecisos, desde que sua campanha seja capaz de levar uma mensagem que atraia o eleitor”, afirma Guedes.

Outra boa notícia para o tucano diz respeito à rejeição. De acordo com a pesquisa ISTOÉ/Sensus, 31,5% dos eleitores não admitem votar em Aécio. O número sobe para 44,3% quando a candidata é a presidenta Dilma Rousseff; e em relação a Marina, que está há menos de um mês em campanha, o índice é de 22,3%. “O histórico mostra que rejeições acima de 40% são impeditivos para a eleição”, pondera Guedes.

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