Natal se organiza para a campanha antirrábica 2014; casos com morcegos na zona sul ligam sinal de alerta

15/09/2014

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Para prevenir e combater a raiva, a Secretaria Municipal de Saúde – SMS Natal, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), está organizando a Campanha de Vacinação Antirrábica 2014, para cães e gatos. A campanha acontece no período de 22 de setembro a 14 de novembro, sendo o Dia “D” em 18 de outubro.

Este ano no município de Natal foram notificados três casos de raiva em quirópteros (morcegos), especificamente nos bairros de Neópolis, Ponta Negra e Capim Macio, localizados no Distrito Sanitário Sul.

A gerente Técnica do CCZ, Úrsula Priscilla, explica que a estratégia de vacinação para este ano, que terá quatro etapas, um diferencial em relação aos outros anos. “Diante da atual situação do município a estratégia de campanha para este ano acontecerá de quatro maneiras: vacinação casa a casa; postos fixos, com data a ser definida; agendamento de vacina domiciliar para os acumuladores de animais a partir de três; e o Dia D”, esclarece.

O local dos postos fixos será divulgado por meio do endereço eletrônico: www.natal.rn.gov.br e os agendamentos dos acumuladores de animais poderão ser solicitados pelo telefone: 3232 8237.

Segundo Úrsula Priscilla, dentre os diversos reservatórios, os quirópteros listam como os principais transmissores da raiva no Brasil. Morcegos não hematófagos também devem ser considerados pela crescente participação no chamado ciclo aéreo da raiva.

“Esses animais estão cada vez mais domiciliados e convivem diariamente com o homem e, consequentemente, com seus animais de estimação, cães e gatos que estão expostos ao risco e contraírem a doença”, ressalta a gerente técnica.

A principal via de transmissão da Raiva (Hidrofobia) é o contato com a saliva contaminada de um animal doente, mais comumente através de lesão da pele do indivíduo, vez que o vírus não penetra por meio da pele íntegra. O modo mais comum de transmissão é a mordedura, mas o contato do vírus com soluções de descontinuidade da pele ou com membranas nasal, bucal ou ocular também são importantes.