Wilma e Henrique visitam o Distrito Industrial de Mossoró
26/09/2014
Ex-governadora que concedeu incentivos ao empreendedorismo do Rio Grande do Norte, promovendo a ampliação da geração de emprego e renda, Wilma de Faria recebe o reconhecimento do setor produtivo. Uma demonstração disso foi o encontro que teve na tarde desta sexta-feira (26) no Distrito Industrial de Mossoró.
“Nunca me esqueço que em dezembro daquele ano (2009), dois anos após ter montado minha empresa, eu e mais 22 empresas daqui de Mossoró (de um total de 32 no estado) recebemos da senhora o Proadi, incentivo que possibilitou desenvolver muito minha indústria. Foi uma governadora muito importante e de lá pra cá não tivemos mais incentivo”, disse Fabio Fontes, de uma indústria de carrocerias.
A ex-governadora ressaltou que é necessário que aconteçam os devidos incentivos para que empresas se estabeleçam, mas principalmente se desenvolvam. Lamentando ainda a saída de várias empresas do estado nos últimos anos. Destacou que, além de ter feito isso quando gestora estadual, na época que foi deputada federal constituinte também lutou pelo FNE, beneficiando as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. “Podem contar conosco, porque vou dar muito de mim como já o fiz quando governadora e deputada constituinte”.
Wilma mostrou ainda ao grupo empresarial que precisam de representantes com coragem para lutar por coisas importantes que afetam diretamente suas vidas, como a reforma tributária e a revisão do pacto federativo. “Estamos falando de algo macro, mas é uma luta que temos que empreender. Hoje, temos representação política frágil na Câmara Federal, com menos deputados do que outros estados, mas no Senado são três representantes, seja qual for o estado da federação. Não é fácil para os estados do Nordeste e precisamos ter força e condições de mudar essa realidade tão injusta com nossa região”.
Um dos primeiros a se instalar no Distrito Industrial, o empresário do setor de cosméticos, Cleonildo Vieira, admitiu te vergonha de receber pessoas de fora. Não por suas instalações, mas porque não tem saneamento, iluminação, coleta de lixo. “O único incentivo que recebi recentemente foi um oficial de justiça cobrando IPTU. Engraçado que para me cobrarem o imposto, consideram que estou em área urbana, mas para nossos direitos somos tratados como área rural. São dois pesos e duas medidas. E olha que estamos gerando divisas para estado e empregos no município. Quero pedir a vocês (Wilma e Henrique) encarecidamente que olhem para gente”, reivindicou.
Henrique recebeu dos industriários uma pauta de reivindicações e garantiu: “Empresários, podem contar com meu apoio e minha sensibilidade. Essa é, sem dúvida, a estrutura mais pobre que um distrito industrial está instalado em todo o país. É hora de interiorizar o desenvolvimento. Não é possível que sejamos um estado tão rico e tão pobre, tão forte e tão fraco. Temos a energia eólica, sal, fruticultura e minério. Falta força política para somar com quem quer desenvolver nosso estado. Isso depõe contra o Estado e vamos mudar essa realidade, podem ter certeza”.
