Facebook adverte que falsas ‘curtidas’ (likes) podem parar na justiça
07/10/2014
O Facebook anunciou nesta segunda-feira que irá reprimir autores de spam, ameaçando até mesmo com ação judicial aqueles que criam falsas “curtidas” (likes) no site.
Segundo o site “Daily Digest News”, os responsáveis pelo Facebook alegam que esse tipo de atividade maliciosa é ruim para os negócios. Assim, se suas soluções técnicas para coibir essa prática não forem suficientes, a empresa apelará para a via legal.
“As empresas não vão conseguir bons resultados e poderiam acabar fazendo menos negócios no Facebook, caso percebam que as pessoas que estão conectadas a um dado perfil ou página não são reais. É do nosso interesse certificarmo-nos de que as interações são autênticas”, disse o Facebook em um comunicado.
Na realidade, fazer spam no Facebook só vale a pena quando tal prática é rentável e, diante disso, a rede social está fazendo seu melhor para se certificar de que os spammers não sejam capazes de ganhar dinheiro com o site. O Facebook muitas vezes altera sutilmente seu próprio funcionamento, numa tentativa de impedir atividade maliciosa no site.
“Uma vez que estas operações fraudulentas são realizadas por empresas com motivação financeira, focamos a nossa energia em tornar este tipo de abuso menos lucrativo para os spammers”, continuou a gigante de mídia social.
O Facebook declara que terá doravante cuidado especial com curtidas falsas, assegurando que se manterá um passo à frente dos spammers que utilizam este método. Embora a empresa prometa continuar em sua luta contra eles, nesse meio tempo ela aconselha os usuários a fazerem o seu melhor para não se envolverem em atividades suspeitas na rede social. As empresas também são aconselhadas a ficar longe de tais falcatruas, concentrando-se em metas concretas de negócios legítimos.
O Facebook não é a única empresa baseada na web lutando contra spam. A questão é um problema para a maioria das grandes redes de mídia social, só que outras redes de mídia social têm tido algum sucesso em reduzir a quantidade de spam em seus sites.
O Globo
