José Aldo luta por tÃtulo que resta ao Brasil no UFC e evitar “Maracanazzinhoâ€
25/10/2014

Se o Maracanã viu há 64 anos uma frustração com o futebol, o seu “irmão menor” pode ver na madrugada deste domingo uma cena relativamente semelhante, em menor proporções, claro, mas com o MMA. O brasileiro José Aldo defende o cinturão dos penas do UFC contra o norte-americano Chad Mentes,no Maracanãzinho, no UFC 179, no Rio, e um revés pode fazer o Brasil não ter nenhum represente como campeão da entidade após oito anos.
Desde que Anderson Silva tomou o título dos médios de Rich Franklin, em 2006, sempre o país teve algum dono de cinturão da maior organização de artes marciais mistas do mundo. O número chegou a ser até de quatro ao mesmo tempo (sendo um interino). Após a histórica luta entre Anderson Silva e Vitor Belfort, em 2011, estiveram no topo Spider, Mauricio Shogun, Junior Cigano, Renan Barão o próprio Aldo, o único que se mantém até agora.
Perder o último, e em casa, é algo que frustraria em muito a torcida que fez fila no fim de semana para ver o combate do amazonense radicado no Rio de Janeiro e que tem até torcida organizada na cidade. Mas, para ele, não existe pressão alguma a mais em função do que se passou com outros lutadores.
“Não me sinto pressionado por isso, nem penso nisso de ser ou não o único brasileiro (com cinturão). Isso pra mim fica lá fora. Vou lutar como sempre lutei normalmente e deixo isso do lado de fora. Estou concentrado e nem penso nesse tipo de coisa. Meu foco é só no treinamento. Hoje não sinto responsabilidade nenhuma”, falou o campeão.
Seu treinador e fiel companheiro em cada evento, Dedé Pederneiras, adiantou que já conversaram sobre o assunto para aliviar o brasileiro de qualquer tipo de pressão extra particular em função dos resultados negativos recentes de brasileiros.
“Ele não se preocupa com essa questão, é um cara tranquilo e sabe que o trabalho dele é só ir treinar e lutar. Faz parte do esporte perder ou vencer. E sempre conversamos esse tipo de situação”, comentou.
