“MEIA-BOCA”? Anderson Silva diz que “na dúvida”, vai chutar da cintura pra cima

17/12/2014

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Faltando 45 dias para seu retorno ao octógono – a luta contra o americano Nick Diaz acontece no dia 31 de janeiro, em Las Vegas -, Anderson Silva garante estar melhorando a cada dia. Para o ex-campeão dos pesos médios, a fratura na perna esquerda em dezembro do ano passado, na derrota para Chris Weidman, já é uma página virada em sua carreira, ao ponto de virar motivo de piada.

- A perna está boa. Mas, na dúvida, vou chutar da cintura pra cima – disse, rindo, Anderson, em coletiva nesta quarta-feira. – Estou bem, os treinos estão fluindo. No começo tivemos uma dificuldade, porque teve uma perda de força na perna, mas isso foi estabilizado. Os treinos estão bem bacanas, há uma evolução diária. Estou ansioso para voltar a lutar.

Antes, o brasileiro tentou relembrar o que sentiu ao sofrer a fratura no octógono:

- Pensei que aquele era o fim de tudo, não sabia o quão era grave aquela lesão. Fiquei em estado de choque. Só fui me acalmar só no hospital. Graças a Deus acabou esse pesadelo – relembrou Anderson.

Para o Spider, a ansiedade é tão grande que ele não vê a hora de voltar ao octógono. Ele diz não estar preocupado com Nick Diaz.

- Não estou preocupado com meu adversário. Minha maior preocupação é sobre como vai ser. Fica aquela dúvida e não um medo.

Anderson também não descartou voltar um dia a disputar o cinturão dos médios:

- Sou funcionário do UFC. Se eu me credenciar novamente a lutar pelo cinturão, pode acontecer. Há outras pessoas na minha frente, Jacaré, Vitor, Lyoto. Estou voltando, quero pegar meu ritmo de novo.

O ‘SENNA’ DO MMA

Mês passado, durante o evento ‘The Time is Now’, em Las Vegas, que reuniu 14 dos principais nomes do UFC, Anderson se comparou a Ayrton Senna, ao falar da disputa do cinturão entre o compatriota Vitor Belfort e o americano Chris Weidman, que acontece em fevereiro, em Los Angeles:

- Desculpa, as pessoas que lerem essa entrevista vão até achar um pouco prepotente da minha parte. Mas fórmula-1 sem Ayrton Senna não é mais a mesma. É mais ou menos isso – comparou, rindo.

O Globo