Cármen Lúcia diz que perdão judicial a Monique Medeiros não foi bem explicado à sociedade e que gênero não é salvo-conduto para prática de crime
11/06/2026

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) criticou o perdão judicial concedido a Monique Medeiros no caso da morte de Henry Borel.
Cármen Lúcia afirmou que não conhece a sentença da juíza Elizabeth Louro, responsável pelo julgamento do caso Henry Borel, mas avaliou que a decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros precisa ser mais bem explicada à sociedade.
Em entrevista ao POD_i, da GloboNews, na segunda-feira, a magistrada destacou que o caso provocou forte comoção desde a morte do menino de 4 anos. E acrescentou que o júri condenou a mãe do menino e padrasto, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.
Ela questionou como alguém condenada pelo júri é perdoada imediatamente e afirmou que gênero não é salvo-conduto para a prática de crime.
Indagada pela jornalista Andrea Sadi sobre a repercussão da decisão e a percepção de parte da população de que a Justiça teria falhado no caso após a concessão do perdão judicial a Monique Medeiros, a ministra afirmou ser necessário dar mais clareza às razões que fundamentaram a decisão.
Com informações do O Globo
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