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Amado Batista é condenado após morte de criança em fazenda

24/06/2026

Amado Batista é condenado após morte de criança em fazenda

Foto: Reprodução

 

O cantor Amado Batista, de 75 anos, foi condenado pela Justiça a pagar indenização aos pais de uma criança de 3 anos que morreu afogada em uma fazenda do artista, em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia, além do pagamento de pensão.

O caso ocorreu em 20 de maio de 2022, quando os pais da vítima trabalhavam como caseiros na propriedade rural do cantor. A decisão judicial estabelece a reparação financeira pela tragédia registrada no local.

O juiz Leonardo de Camargos Martins, da Comarca de Goianápolis, proferiu a decisão no dia 15 de junho, fixando o valor de R$ 226.940,00 a cada um dos pais, totalizando R$ 453 mil, além de pensão mensal.

O pagamento corresponde a dois terços de 70% do salário mínimo vigente e será iniciado a partir da data em que a criança completaria 14 anos, seguindo até quando completaria 25 anos.

Após esse período, o valor da pensão será reduzido para um terço de 70% do salário mínimo vigente, montante que deverá ser pago até o fim da expectativa de vida da vítima, conforme a tabela de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou até o falecimento dos pais da criança.

Na decisão, o magistrado destacou: “a morte de um filho representa a mais profunda dor que um ser humano pode suportar, configurando dano moral na sua forma mais pura (in re ipsa), que prescinde de comprovação. A indenização, neste caso, possui um duplo caráter: compensatório, para tentar mitigar o sofrimento dos pais, e pedagógico-punitivo, para coibir o ofensor de reiterar condutas negligentes”.

Na ação de indenização por danos morais e materiais, o casal alegou que a piscina não tinha tela de proteção, que houve negligência no socorro da criança e indiferença por parte de Amado Batista após o ocorrido. Além disso, afirmaram que o músico os teria demitido apenas dois meses após a morte da criança.

Em nota, a defesa de Amado Batista lamentou a morte da criança, reforçou o respeito aos familiares e reconheceu a gravidade da tragédia envolvida. No entanto, o advogado Ildebrando Loures de Mendonça afirmou que, por discordar de diversos fundamentos da decisão, vai recorrer em instâncias superiores da Justiça.

 

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