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Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra Refit

14/08/2026

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Foto: reprodução

 

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (14/8), a segunda fase da Operação Sem Refino, que investiga fraude na concessão de licenças ambientais para a Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. Um dos endereços do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) é alvo de busca e apreensão.

As suspeitas envolvem gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica relacionados à comercialização de combustíveis.

Bernardo Rossi, ex-secretário de Meio Ambiente, e José Mauro Junior , ex-secretário de Transformação Digital, também estão entre os alvos.

Nesta etapa, policiais federais cumprem 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A primeira fase da ação policial foi deflagrada em 15 de maio deste ano. Na ocasião, foram alvos o desembargador Guaraci de Campos Vianna, integrante da 6ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, e o ex-governador Cláudio Castro (PL), que foi alvo de buscas em sua residência, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Na primeira fase, foram apreendidos um arsenal de armas e cerca de R$ 1,1 milhão em euros e dólares.

O nome de Guaraci Vianna já havia surgido anteriormente nas investigações. Em março deste ano, a Corregedoria Nacional de Justiça determinou o afastamento imediato do desembargador após suspeitas de decisões consideradas excessivamente favoráveis ao grupo Refit.

Segundo os investigadores, as decisões judiciais beneficiavam diretamente a Refinaria de Manguinhos em disputas envolvendo o funcionamento da empresa e cobranças tributárias bilionárias.

O Grupo Refit, comandado pelo empresário Ricardo Magro, é apontado pela Receita Federal como um dos maiores devedores tributários do país, acumulando dívidas superiores a R$ 26 bilhões.

À época, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas e incluiu o nome de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol.

 

Portal 96FM

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